quinta-feira, 25 de novembro de 2021

No dia 08/11/21, o Centro de Referência em Direitos Humanos/AVESOL ministrou oficina, por plataforma on-line, sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente para artesãs de grupos de Economia Solidária integrantes da Rede Ideia, assessoradas pela AVESOL. A oficina foi realizada por meio do edital de Fortalecimento de Territórios financiado pela Fundação Luterana e Diaconia (FLD).

Iniciou-se a oficina sensibilizando as presentes sobre o tema do Meio Ambiente e propôs três perguntas norteadoras da conversa: como eu produzo? Como eu consumo? Como eu me desloco? A partir disso, debateu-se, a partir de fotos e informações sobre a poluição mundial, as conseqüências dos níveis atuais de produção e consumo para o meio ambiente e a saúde. Referiu-se o impacto da atual produção de energia sobre o planeta, com o uso de combustíveis fósseis e a emissão descontrolada de gases causadores do efeito estufa.

Alertou-se para as conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), das Nações Unidas, divulgado em agosto de 2021, sendo o mais abrangente e conclusivo documento sobre a crise climática. O Relatório foi "um código vermelho para a humanidade", observando que "o aquecimento global está afetando todas as regiões da Terra, com muitas mudanças se tornando irreversíveis". Apontou-se os graves impactos climáticos que já estão sendo gerados por conta do aquecimento global, com impacto maior, sobretudo, nos mais pobres.

Ao depois, apontou-se a existência de acordos internacionais, legislação nacional e local especifica para a defesa da biodiversidade, reflorestamento e preservação ambiental. Dentre eles o Protocolo de Kyoto, o Acordo de Paris, o Artigo 225 da Constituição Federal, a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Código Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre. Neste sentido, a conversa adentrou também sobre a COP 26, realizada em novembro de 2021, e seus tímidos avanços, com o governo brasileiro fazendo promessas de redução da emissão de gases de efeito estufa e de acabar como desmatamento ilegal até 2030, o que foi visto com ceticismo pelas presentes, dado o péssimo historio de práticas ambientais do atual governo federal.

Frente a esse quadro, foi proposta reflexão sobre desenvolvimento sustentável e novas práticas coletivas e individuais para preservação do meio ambiente. Discutiu-se sobre transporte público, incentivo ao uso de bicicletas, produção de alimentos por meio da técnica da agrofloresta e as práticas de economia solidária empreendidas pelas participantes, com incentivo ao consumo local, consciente, justo e sustentável. Ainda, o desafio de se ampliar a gestão dos resíduos sólidos e a busca por um desenvolvimento sustentável e humano foi pautado nas falas.

Por fim, as participantes manifestaram certa frustração ao perceberem que a temática da preservação do meio ambiente, por mais que se faça a conscientização e divulgação da sua importância, acaba sempre relegada pelos governos, que nunca cumprem os acordos estabelecidos.




 

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