27 de março de 2015


Nesta quinta-feira (26/03), a Tribuna Popular da Sessão Plenária da Câmara foi ocupada pela Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis do Loteamento Cavalhada (ASCAT). Débora Oliveira representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, explicou a importância da aprovação do projeto de lei que exige a proibição da incineração de resíduos sólidos em Porto Alegre.

A audiência contou com a presença de lideranças de outras Unidades de Triagem, com a AVESOL - Associação do Voluntariado e da Solidariedade com integrante da Cooperativa Mãos Verdes e com a presença dos 35 trabalhadores da Cooperativa do Loteamento Cavalhada. 



"Não existe lixo no mundo e sim resíduos que estão fora da sua cadeia produtiva"

A Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis do Loteamento Cavalhada (Ascat) ocupou, na sessão ordinária da Câmara Municipal desta quinta-feira (26/3), o espaço destinado à Tribuna Popular. Na oportunidade, foi debatido o projeto de lei que dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos no município de Porto Alegre. 
"Não existe lixo no mundo e sim resíduos que estão fora da sua cadeia produtiva". Foi assim que a representante da cooperativa e também recicladora, Débora Oliveira, iniciou sua fala. Ela destacou que, se os homens públicos do Brasil entendessem esta simples frase, todos os recicladores seriam mais respeitados e teriam o seu trabalho valorizado. Débora afirmou que não foi por acaso que os implementadores do Plano Nacional de Resíduos Sólidos não excluíram a possibilidade de incineração, "por causa dos interesses financeiros que falaram mais alto do que a vida de muitos". Ela ressaltou que já existe um movimento da sociedade civil organizado, chamado Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos Sólidos, o qual lutará pela fundamentação do exercício da reciclagem. 
Débora destacou que estudos comprovam que a tecnologia da incineração é totalmente incompatível com a tecnologia da reciclagem, por causa da sua manutenção e riscos."Uma vez em funcionamento, os incineradores não mais poderiam ser desligados, tendo de assegurar uma quantidade significativa de material para manter a produção de energia", disse. Além disso, conforme a representante, está comprovado que a incineração representa um grave problema para a saúde pública, por causa dos resíduos produzidos, necessitando, inclusive, de aterros especiais para as cinzas, além de equipamentos que controlem o nível de poluição, para a preservação do meio ambiente.
Débora elencou a ordem de ação na qual os gestores públicos devem respeitar, antes de se optar pela incineração. "Não geração; redução; reutilização; reciclagem; tratamento de resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos" afirmou Débora, que ressaltou ainda que se cada município garantisse prioridade às fases que antecedem a incineração, sobraria pouco material para este fim. "É importante destacar que a política Nacional de Resíduos Sólidos exige do gestor público especial atenção aos catadores de materiais recicláveis e estamos na busca por este reconhecimento", concluiu.  

Texto: Juliana Demarco (estagiária de Jornalismo)

Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

19 de março de 2015

O Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária pretende reconhecer e divulgar as iniciativas consideradas “boas práticas” de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e suas Redes. A inciativa é uma ação conjunta do BNDES, da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).
O Prêmio homenageia a Economista Sandra Magalhães, que liderou diversos movimentos em busca da evolução da Economia Solidária no Brasil.
Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) são empreendimentos que possuem, concomitantemente, as seguintes características:
§  Ser uma organização coletiva e democrática, singular ou complexa, cujos participantes ou sócios sejam trabalhadores do meio urbano ou rural;
§  exercer atividades de natureza econômica com geração de trabalho e renda, como razão primordial de sua existência;
§  ser uma organização autogestionária, cujos participantes ou associados exerçam coletivamente a gestão das atividades econômicas, por meio de administração transparente e democrática, soberania assemblear e singularidade de voto dos sócios, conforme dispuser o seu estatuto ou regimento interno;
§  ter seus associados direta ou preponderantemente envolvidos na consecução de seu objetivo social; e
§  distribuir os resultados financeiros da atividade econômica de acordo com a deliberação de seus associados, considerando as operações econômicas realizadas pelo coletivo.
 
Saiba mais e faça sua inscrição no link abaixo
http://www.bndes.gov.br/premioeconomiasolidaria
 
Não vamos perder essa oportunidade! inscreva o EES que você faz parte e ajude a divulgar a Economia Solidária, para maiores esclarecimentos entre em contato com a AVESOL
3221 2318

13 de março de 2015




Associação de moradores do Morro da Cruz realiza um trabalho com mais de sessenta (60) mulheres, que buscam o sustento de suas famílias através do artesanato. Nós da Avesol ficamos felizes em contribuir com a organização do grupo através das formações, das reuniões da Rede Ideia, nas Assessorias e nas Feiras da Cidadania que acontecem nos colégios Maristas, e agora com o acompanhamento do Centro de Referência em Direitos Humanos - Avesol. A geração de trabalho e renda é um importante caminho para grupos associados que querem independência financeira, garantindo, portanto, mais autonomias para as pessoas e também estimulando a solidariedade através do cooperativismo.

10 de março de 2015


Foi realizado nesta segunda feira dia 09/03/2015 o terceiro encontro dos grupos integrantes da Rede de empreendimentos IDEIA. Neste dia podemos refletir sobre a origem do dia internacional da Mulher e a importância da mulher no mundo do trabalho, suas conquistas e avanços. Para mediar o debate contamos com a contribuição da palestrante Juliana Bueno. Ainda durante o evento a Rede de empreendimentos IDEIA revisou o seu Planejamento Participativo Popular Solidário e ficando acertado que neste ano a Rede Ideia se compromete em: 1 Realiziar mais trocas de insumos entre os grupos. 2 Realizar 3 compras coletivas de insumos. 4 Conquistar um espaço de comercialização conjunta e muito mais. 
Na ocasião aconteceu o Brechó Solidário de 2015, que contou com doações de diversos parceiros, agradecemos a todos e a todas que fizeram do Brechó solidário um sucesso!
 Temos o Planejamento, temos as metas, objetivos e prazos, agora vamos à luta!
Rede Ideia cultivando o amanhã.  

6 de março de 2015



Apesar de todos os avanços obtidos com a luta das mulheres na conquista de direitos, ainda são rotineiras as situações de violência contra as mulheres. Todos os dias, no Brasil e no mundo, milhares de mulheres são espancadas, agredidas, desmoralizadas, estupradas, assediadas, enfim, vilipendiadas de todas as maneiras possíveis e inimagináveis.
A violência, que não é apenas física, também é psicológica, cultural e social. Veja-se, por exemplo a discriminações que ainda persistem no mercado de trabalho, que se manifesta até mesmo na escolha profissional. Pois ainda se convive coma percepção de que certas profissões são exclusivamente femininas (em áreas como Educação, Saúde, serviços domésticos, entre outras), de modo que quando as mulheres optam por profissões consideradas “masculinas” (em áreas como transporte, segurança, engenharia...) são estigmatizadas, com prejuízos para sua remuneração, sociabilidade e realização profissional.
A violência a mulher ganhou em complexidade na contemporaneidade. Isso acontece quando de um lado a própria imagem da mulher é alvo de desumanização através de sua hipersexualização.  Objetificada, a mulher torna-se mercadoria. Apenas um corpo oco de sentimentos e emoções pronta para servir a lascívia masculina. Um objeto de desejo que impõe um padrão de beleza inalcançável, que apenas produz frustração, depressão e baixo-estima generalizado. Ao lado da hipersexualização, valores conservadores são incutidos desde a infância nas mulheres para   que sejam dóceis donas de casa, boas mães, fieis e sexualmente recatadas. A condição feminina, o ser mulher, encontra-se em um verdadeiro simulacro de exigências contraditórias, desencadeando uma brutal opressão psicológica. 
Praticada cotidianamente, em diversos âmbitos, portanto, a violência a mulher parece estar enraizada nos costumes e tradições sociais. Mulheres pobres, negras, imigrantes de regiões periféricas, sem dúvida são as maiores vítimas do preconceito. A falta de acesso a informações sobre seus próprios direitos, somada a uma sociedade desigual onde predominam valores classistas, racistas, machistas e patriarcais, criam severos obstáculos nas lutas feministas por mais reconhecimento, dignidade, justiça e igualdade de gênero.

Apesar do cenário sombrio, a luta das mulheres, no entanto, não pode parar. O dia 8 de março não é apenas uma homenagem as mulheres assassinadas em uma fábrica de Chicago por melhores condições de trabalho. O dia 8 de março é o dia da mulher, é o dia em que as mulheres devem lembrar que apenas juntas e organizadas poderão mais. 

5 de março de 2015





Ser Marista é ser presença atuante na transformação da sociedade, também a Campanha da Fraternidade nos faz um chamado no ano de 2015, com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. Na Rede Marista do Brasil temos representações de Unidades que atuam ativamente na Economia Solidária através de incubação, assessoramento, representação e formação. O Instituto Marista de Solidariedade (IMS), a Incubadora da PUCPR (Trilhas), a Incubadora da PUCRS e a Associação do Voluntariado e da Solidariedade (AVESOL) se reuniram nos dias 03 e 04 de março, na Casa Marista da Juventude em Porto Alegre para olhar – se, reconhecer-se e  planejar.  A Economia Solidária é uma prática que precisa ser vivenciada e esse convite ficou como um dos frutos do Encontro, internalizar para fortalecer.
Uma sociedade mais solidária só é possível com redes articuladas, pessoas engajadas e comprometidas.

“(...) Depositai vossa confiança em Deus e contai com Ele. Sua providencia vos acompanhará, vos aparará, vos ajudará, abençoará e proverá a todas as necessidades. (...) Quando estamos com Deus nada nos é impossível. Nossas fraquezas e continuas necessidades são motivos que nos devem levar a colocar nossa confiança em Deus. Nunca ousaria empreender alguma coisa, sem que antes tivesse recomendado a Deus ma oração. Coragem! É Ele quem nos conduz!” (Faustino, Ir. Ir. João. “Pensamentos de Marcelino Champagnat”, 1998, p.17).

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