26 de abril de 2019


No dia 25 de abril de 2019, o Centro de Referência em Direitos Humanos - CRDH realizou o evento Café com Direitos “Terra, Cultura e Resistencia: Povos Indígenas e Quilombolas”, tendo como convidados Dr. Silvio Jardim, representante governamental do Conselho Estadual dos Povos Indígenas/RS, Vereadora em Porto Alegre/RS, Karen Santos, representando a Frente Quilombola/RS e André Benites, cacique Mbya-Guarani em Maquiné/RS.
Iniciando a tarde, o Dr. Silvio abordou as lutas dos movimentos sociais por igualde de direitos, denunciando o mito da igualdade racial no Brasil, que impede avanços no tema. Lembrou do genocídio dos povos indígenas que foram reduzidos a menos de 3% de sua população originária. Citou que, mesmo assim, ainda há grande diversidade de culturas indígenas no país, existindo cerca de 274 idiomas diferentes.
André, Cacique Mbya-Guarani, referiu que não houve “descobrimento” do Brasil, mas sim invasão e genocídio. Disse que a luta pela cultura e a vida dos indígenas é uma luta universal, pela preservação da natureza e da terra. Apontou as constantes violações de direitos sofridas pelos povos indígenas, citando uma comunidade que habita há 40 anos a margem de uma rodovia em Capivari do Sul/RS, sem ter seu direito a terra reconhecido até hoje. Aduziu a importância de que os costumes indígenas sejam respeitados e preservados. Assim, disse que sua comunidade fundou uma escola autônoma para educar suas crianças e jovens conforme a cultura guarani, o que não é bem compreendido pelos órgãos estatais.
Karen Santos lembrou da formação da Frente Quilombola/RS e a luta pelas ações afirmativas nas Universidades. Apontou a importância dos quilombos urbanos em Porto Alegre como pontos de cultura negra e resistência na cidade. Aduziu as diversas dificuldades enfrentadas pelos quilombos, desde a preservação de suas terras frente a especulação imobiliária, ações de reintegração de posse, até problemas mais básicos de manutenção dos espaços.  
As falas demonstraram que, no Brasil, a luta dos povos indígenas e quilombolas pela afirmação de sua cultura e pela posse de suas terras, após séculos de genocídio, é permanente. A tarde foi extremamente proveitosa para se pensar sobre estratégias de luta e resistência para a garantia dos direitos destas populações, sempre partindo da escuta dos principais envolvidos para que ações possam ser feitas. Nada sobre nós, sem nós!





No dia 22 de abril de 2019 os educadores Daniel e Lucelvis se reuniram com o grupo de economia solidária Misturando Arte. O momento teve como objetivo conhecer a realidade em que o empreendimento está inserido, o trabalho que desenvolvem em prol da comunidade local e fortalecer vínculos entre o empreendimento e a AVESOL. No decorrer do encontro, desde a acolhida até a apresentação do material que é confeccionado pelo grupo (culminância), se realizou algumas atividades de reflexões com o auxílio de texto, vídeo, dinâmica, na ótica de possibilitar a construção coletiva da importância e da necessidade de um desenvolvimento que seja local e sustentável. Durante o encontro construiu-se o  quadro abaixo, apontando os diferentes impactos que cada conceito de desenvolvimento gera.











O Programa de Voluntariado da AVESOL realizou no dia 24 de abril de 2019 uma visita à Escola Infantil Nossa Senhora Aparecida que fica localizada na Rua Honduras 19  Belém Velho,  Porto Alegre. É uma entidade sem fins lucrativos de atendimento a crianças, possibilitando também atividades de serviço de convivência para adolescentes.
A entidades atende mais de 90 crianças e adolescentes assim como suas famílias, proporcionando uma vida mais justa e digna.
Agradecemos a acolhida pelas gestoras da entidade, e sempre acreditando que somando forças e formando redes, e possível uma transformação social.




Vivemos um momento de intensa contradição da classe trabalhadora, mesmo com grandes ataques contra direitos civis e trabalhistas, ataques contra a vida, uma parcela da população segue apostando em uma saída mágica para crise estrutural forjada pelo capitalismo.
Não temos dúvida que exista alternativa a fome ao desemprego e todas chagas que possa ser provocada por este sistema excludente, a inversão deste modelo é possível com o fortalecimento de relações justas e solidária, a Economia Solidária é uma alternativa concreta e necessária.
Muito tem sido os ataques que o movimento ECOSOL vem sofrendo ao logo destes últimos anos tanto em esfera nacional, estadual e municipal. Tivemos a extinção da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) da Secretaria Estadual de Economia Solidária e Apoio à Micro Empresa (SESAMPE), com o fim das ações que vinham sendo executadas pelo Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária (Difesol), o não reconhecimento pelos últimos dois governadores estaduais do Conselho Estadual de Economia Solidária, assim como muitos outros ataques.
Os fóruns de Economia Solidária são espaços legítimos de auto-organização popular e precisa se manter independente para que possa seguir construindo as lutas necessárias para construção de uma sociedade justa economicamente e ambientalmente. 
A AVESOL tem participado como entidade de apoio do Fórum Municipal de Economia Solidária do Município de Gravataí, na mediação para construção de um Regimento Interno que contemple as demandas e necessidades dos grupos de economia solidária e que fomente a autogestão e a participação dos grupos nos espaços públicos do município, também estamos auxiliando na construção de uma comissão eleitoral para realização de novas eleições.
Saudamos a todos os grupos de economia solidária do estado que tem resistido e com força e construído alternativas econômicas, sociais e ambientais



23 de abril de 2019


Nos dias 10 e 11 de abril de 2019, cinco grupos representantes da Rede Ideia, participaram da primeira edição do ano da Feira das Mães Arteiras promovida pela Associação de Pais e Mestres do Colégio Marista Ipanema. O espaço da feira tem oportunizado aos grupos da Rede Ideia uma interação com outros artesãos promovendo uma troca de experiências técnicas e conhecimentos. O grupo Multi Coisas tem ganhado destaque em todas as edições da feira comercializando e expondo brinquedos pedagógicos feito de madeira.
Além da oportunidade de comercialização no espaço, os grupos participaram de uma roda de conversa promovida pela equipe de educadores da AVESOL tendo como tema: Democracia participativa um desafio de todos!
Os grupos que fazem parte da Rede Ideia têm participado ativamente dos espaços coletivos de comercialização e apresentado a Economia Solidária como alternativa ao modelo capitalista, demonstrando uma forma justa de produzir e comercializar, respeitando o meio ambiente e a vida!
A Feira das Mães Arteiras tem sido um espaço vivo e presente para a Rede Ideia, agradecemos a parceria com o Colégio Marista Ipanema e com toda comunidade escolar.





No dia 22 de abril de 2019, a  AVESOL  realizou uma visita à Instituição Pequena Casa da Criança, parceira do Programa de Voluntariado da AVESOL. O intuito foi de estreitarmos os vínculos e aprofundar a rede de mobilização social mostrando a importância do Voluntariado nas Instituições em prol da Cultura de Paz e Solidariedade. O voluntário é a ferramenta de transformação social, tendo como bandeiras a cidadania, o comprometimento social e o desenvolvimento humano.
Agradecemos a acolhida pelo responsável dos Voluntá[email protected] da Instituição, Giovani Bergamaschi, acreditando em um mundo mais solidário.  



22 de abril de 2019


No dia 08 de abril de 2019, na AVESOL, ocorreu o encontro mensal (abril) da Rede Ideia com 67 integrantes de diferentes grupos produtivos. O tema que norteou a pauta e as reflexões do encontro foi, “Páscoa, tempo de mudanças”. No momento inicial todos foram acolhidos e feita uma explanação do significado da Páscoa enquanto “passagem”. Passagem de uma realidade de vida para outra, da qual muito requer uma mudança significativa da postura pessoal. Com o intuito de ilustrar as passagens que já vivemos, foi conduzida uma dinâmica de partilha de histórias de vida, onde cada um escreveu em um pedaço de papel relatos de passagens marcantes em suas vidas, e em seguida, partilhou ao grande grupo se assim desejava. No todo, pode-se perceber que nossa vida é composta por inúmeras Páscoas – passagens, mas que depende de cada um a direção que caminhamos. Dentro desse tema de mudanças, o Advogado Rafael Madeira fez-se presente no encontro para uma fala e esclarecimentos sobre as reais implicações da Reforma da Previdência. Esse momento, por ele conduzido, foi de explanação do que é a Previdência Social e quais as fontes que a sustentam. Em seguida, detalhou as implicações da Reforma da Previdência proposta pelo atual governo, mostrando quem serão os reais beneficiados. Após o esclarecimento de questionamentos, esse momento foi encerrado e se esclareceu dúvidas sobre a Feicoop 2019 – Santa Maria, onde os grupos que irão na feira receberam a Rifa para venderem e ajudarem no custeio dos gastos. Como encerramento, foram feitos alguns informes, como as alterações de datas de Feiras da Cidadania, e um momento de café e partilha.     




17 de abril de 2019


O Programa de Voluntariado da AVESOL realizou no dia 16 de abril de 2019 visita a COOPERSOCIAL (Cooperativa Social de Produção e de Prestação de Serviços) localizada na Rua Santa Terezinha nº 711, Santana, Porto Alegre para fortalecer nossa parceria.
A COOPERSOCIAL é uma entidade que tem por objetivo a inclusão social de pessoas portadoras de deficiência através de atividades produtivas, entre elas a industrialização e comercialização de fraldas geriátricas e sacos de lixo como também a montagem de materiais e peças industriais. As atividades são adaptadas a capacidade de cada cooperativado para que possa realizar em tempo hábil sem prejudicar a produção e para que possa integrar-se ao grupo, sendo produtivo e profissional.
Agradecemos a acolhida pelo Vice-Presidente Luiz Fernando e demais colaboradores da cooperativa.



O projeto faz parte de um programa Empreendedoras da Moda do Instituto Lojas Renner e tem previsão de duração de 12 meses. Acontece simultaneamente em seis cidades distribuídas em quatro estados brasileiros: Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; Florianópolis e Pomerode, em Santa Catarina; Nova Friburgo e Petrópolis, no Rio de Janeiro; e Jacareí, em São Paulo. Beneficiará mais de 500 mulheres que já desenvolvem algum tipo de atividade têxtil e querem se profissionalizar. O curso oferece em todas as cidades módulos sobre cadeia produtiva, controles financeiros, produtividade, vendas e divulgação, precificação e formalização. As participantes terão acesso a consultorias para obter as certificações necessárias e formalizar seus empreendimentos.
Em Porto Alegre o projeto Empreendedoras da moda é uma parceria entre AVESOL, Instituto lojas Renner e Aliança Empreendedora, tem por objetivo levar gestão a pequenas confecções localizadas no Bairro Bom jesus. O Instituto Renner teve a ideia de ajudar mulheres que já tinham o espírito e o engajamento social, que realizavam trabalhos focados na geração de renda e na inclusão produtiva de mulheres da comunidade. Além das capacitações em gestão elas recebem capacitações na área de costura e modelagem.
Segundo o Instituto Lojas Renner, o empoderamento feminino está diretamente ligado à liberdade financeira da mulher moderna. Quando as trabalhadoras tornam-se profissionais capacitadas e donas de si com seus próprios negócios, é mais fácil tomar as rédeas da própria vida e incentivar cada vez mais mulheres para este caminho. Assim surgiu o Empreendedoras da Moda, programa criado pelo Instituto Lojas Renner (© INSTITUTO LOJAS RENNER).
A ideia é que as mulheres da Bom Jesus não trabalhem para as lojas Renner, e sim que trabalhem com o que quiser e para quem quiser, inclusive montando suas próprias marcas, comercializando roupas ou produtos desenvolvidos por elas.





No dia 2 de abril de 2019, foi realizada doação por comodato de um elevador de carga para a Cooperativa ACRER de Cachoeirinha – RS. A doação foi feita pela AVESOL que contou com a parceria da Rede Cata POA que auxiliou transportando o elevador. Acompanharam nessa missão Luciano Menezes Cooperativa de Catadores ASCAT e Paulo Galante assessor da ANCAT.
A luta pela preservação da natureza continua apesar da falta de projeto social e apoio a esse tipo de iniciativa. Não queremos generalizar, apenas lançar luz, a falta de projeto social para cooperativas de catadores pelos governos Estadual e Federal.  E com a retirada desses atores do cenário social, as Empresas do setor privado também se retiram.
Para você entender melhor, boa parte dos investimentos em pequenas cooperativas de catadores, como a ACRER, era feita por institutos, ou por setores de responsabilidade social de empresas privadas, que destinavam uma pequena parte dos seus impostos para projeto sociais.  
No ano de 2011, por meio de projeto social foi adquirido o elevador que agora se destina para  ACRER. Originalmente o elevador foi dado por termo de comodato a extinta.
Estamos firmes na luta com os catadores, ajudando e sendo pontes, não deixaremos que os trabalho dos catadores, que já teve um pouco de notoriedade, perca ainda mais a sua importância em nossa sociedade. Não adianta perceber a importância da natureza em nossas vidas, falar da sua beleza, conversar e refletir sobre sua degradação, depois dos desastres naturais da sua força, sem tomar uma atitude, sem mudar nossos hábitos. Não adianta esperar pelos governos, porque estamos SÓS e ninguém virá nos ajudar em caso de emergência.
Nosso compromisso com o cuidado com a Casa Comum continua...





16 de abril de 2019

No Brasil, a luta dos povos indígenas e quilombolas pela afirmação de sua cultura e pela posse de suas terras, após séculos de genocídio, é permanente.
Assim, no mês em que se instituiu data para marcar a luta das populações originárias por suas demandas, o Centro de Referência em Direitos Humanos da Associação do Voluntariado e da Solidariedade (CRDH/AVESOL) propõe discussão sobre o contexto atual de resistência dos povos indígenas e quilombolas.
Em um cenário político de retrocesso de direitos dos grupos vulnerabilizados, importante que se faça a discussão sobre estratégias de luta e resistência para a garantia dos direitos destas populações, conhecendo suas culturas e suas visões de mundo.

Palestrantes convidados:
Andre Benites, Cacique na Aldeia Mbyá-Guarani em Maquiné/RS

Karen Santos, Frente Quilombola/RS e vereadora em Porto Alegre/RS

Dr. Silvio Jardim, representante governamental do Conselho Estadual dos Povos Indígenas/RS

Evento aberto ao público em geral e gratuito.

Inscrições pelo email:
[email protected]

Maiores informações:
51 - 3264-3929

Venham prestigiar!



15 de abril de 2019


O Programa de Voluntariado da AVESOL e o Núcleo AVESOL/PUCRS,  a convite da Instituição  Pão dos Pobres de Santo Antônio,  participou de uma reunião no dia 11 de abril de 2019 junto aos Coordenadores da mesma, para o  alinhamento e novo fluxo do Voluntariado  que está sendo reformulado e entrará em vigor a partir do segundo semestre.
O momento foi de muitas ideias, trocas e a certeza que a nova gestão do voluntariado será de cuidados aos novos Voluntá[email protected], somando forças para um mundo mais justo e solidário.
Agradecemos a acolhida e o convite, e tendo a certeza que os vínculos se tornaram mais fortes.      




No dia 12 de abril de 2019 o Programa de Voluntariado da AVESOL, realizou uma visita à Instituição Associação de Mães Rita Yasmin (AMRY) para renovar a parceria.
A AMRY se localiza no Bairro Restinga em Porto Alegre e trabalha pelo bem-estar de crianças e adolescentes com deficiências físicas e mentais leves, contribuindo para a inclusão social e o fortalecimento de vínculos familiares.
Agradecemos a sua Presidenta Sra. Antônia pelo acolhimento bem como aos Voluntá[email protected] que fazem um trabalho de amor e transformação social.



11 de abril de 2019

No dia 8 de abril, mais de 30 pessoas representantes de 18 instituições parceiras participaram da oficina Orientações Básicas ao E-social e Marco Regulatório, com assessoria de Roberto Medeiros, integrante da Comissão de Estudos do Terceiro Setor do Conselho Regional de Contabilidade do RS.

A oficina foi realizada no Centro de Referência em Direitos Humanos – AVESOL, e abordou as novas diretrizes e o cronograma de implantação do E-social para o terceiro setor, o Novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, além de boas práticas administrativas para as instituições.

Agradecemos a todas as instituições que participaram deste momento de fortalecimento do trabalho do terceiro setor.







10 de abril de 2019


No dia 10 de abril de 2019, o Programa de Voluntariado da AVESOL e o Núcleo de Voluntariado AVESOL/PUCRS, realizaram uma visita a Kinder, Instituição parceira do Programa de Voluntariado da AVESOL.
A Kinder- Centro de Integração da Criança Especial, organização da Sociedade Civil de caráter assistencial e presta serviços de educação especial e reabilitação para bebês, crianças e jovens deficientes múltiplos em situação de vulnerabilidade social, oportunizando o acesso e inclusão social.
Agradecemos a  Melissa Maestri, Gerente de Desenvolvimento Institucional,   pela acolhida e parabenizamos pelo belo trabalho que realizam, assim como a todos os colaboradores e Voluntá[email protected]




No dia 09 de abril de 2019, o Programa de Voluntariado da AVESOL e Núcleo de Voluntariado AVESOL/PUCRS realizaram uma visita ao Centro Social Madre Madalena (Casa do Pão), para firmar uma parceria. O Centro Social se localiza na Rua Nossa Senhora Brasil, 89, Morro Santa Tereza e atende 42 crianças, 24 adolescentes e 35 idosos diariamente, com amor, dedicação e desenvolvimento humano.
Agradecemos a acolhida da Luciana, Coordenadora da Instituição,  acreditando sempre que somando forças um outro mundo é possível.      





Jovens da Rede Popular de Promoção dos Direitos Humanos do Partenon realizaram visitas no Conselho Tutelar, na escola José Carlos Ferreira e na Pequena Casa da Criança no dia 02/04 para apresentar a proposta da atividade pública construída por eles/as. Nessas reuniões convidaram as instituições a participar da atividade e o apoio de acordo com as demandas levantadas por eles/as, bem como a abertura de canais com o poder público e as instituições no atendimento dessas necessidades. Foram momentos de muito aprendizado, onde os adolescentes enxergaram o funcionamento das políticas públicas e do Estado. Todas instituições demonstraram interesse na atividade e vão destinar energia e recursos para o bem da comunidade e das crianças.   






Realizamos oficina com o tema Direitos Humanos, Cidadania e Política para 30 jovens do Centro de Juventude Cruzeiro no dia 03/04. Iniciamos a oficina perguntando aos jovens: o que é política? Eles responderam e fomos anotando no quadro. Para podermos definir o que é política sem as interferências de juízo pessoal falamos sobre o surgimento da política em nossa civilização. A política como o exercício da não-violência para a tomada de decisões em nossa sociedade. No desenvolvimento da humanidade dividimos o poder em três instâncias equivalentes: executivo, legislativo e judiciário.
Ocorre que a justiça social ainda não foi alcançada e existe muita desigualdade no mundo. Essa afirmação nos leva a refletir sobre os limites da distribuição dos três poderes e a avaliação que fazemos da pratica política dos eleitos para esses cargos. Entretanto, existiam experiências solidárias de fazer política como associações de bairros, conselheiros tutelares, lideranças comunitárias, movimentos sociais e outras organizações idôneas. Assim, chegamos à conclusão de que para entendermos melhor a política temos que saber distinguir os interesses que estão por trás de cada sujeito e se o resultado de sua prática é para o bem-estar comum.      
Um exemplo de movimento social que tratamos foi o Levante Popular da Juventude e dois jovens dessa organização falaram sobre a sua experiência com a política e a importância de continuar aprimorando a democracia e os espaços de poder dentro de uma sociedade para que a política alcance justiça para todos/as.



9 de abril de 2019


A equipe do Centro de Referência em Direitos Humanos da AVESOL reuniu com o representante regional do Conselho Indigenista Missionário – CIMI - no dia 01/04 com objetivo de atualizar o contexto da realidade indígena no RS e planejarmos ações conjuntas na defesa dos direitos dos povos indígenas na região metropolitana.
Foi apresentado um panorama da presença e ocupação dos povos indígenas no estado do Rio Grande do Sul e algumas áreas emblemáticas na luta pela conquista de direitos através das demarcações de terra. As maiores demandas sociais - depois da questão da terra - são a saúde, assistência social e a educação. Assim, nos colocamos a inteira disposição para atuarmos junto ao CIMI em atividades de formação com os temas das políticas públicas e dos direitos humanos.     




Ministramos oficina sobre o tema “Bullying e Cultura da Paz”, no dia 29/03, para 39 educadores do Centro de Promoção da Infância e da Juventude no Bairro Restinga Velha com objetivo de orientar a condução dos casos de bullying da instituição. 
Iniciamos a oficina apresentando as leis, federal e municipal, que dão base legal ao reconhecimento da prática de bullying, sua classificação em diferentes tipos e as responsabilidades das partes na prevenção e contenção dos casos existentes.
Estudamos o conteúdo da cartilha sobre bullying do Conselho Nacional de Justiça que aborda: O que é bullying? Quais são as formas de bullying? Cyberbullying é mais prejudicial? Como perceber quando uma vítima está sofrendo bullying? Qual comportamento do agressor? A vítima normalmente conta aos responsáveis que está sofrendo? Qual papel da instituição para evitar o bullying? Qual a influência da sociedade atual neste tipo de comportamento? Como educadores e pais podem ajudar?
A oficina foi repleta de diálogo e socialização de experiências dos/as educadores/as que tem muita prática. Vários/as educadores/as disseram desconhecer as leis e o estudo apresentado e que a oficina foi muito importante para a problematização do tema dentro da instituição. Ressaltamos que nossa contribuição foi maior na identificação do bullying como fenômeno social que, normalmente, é confundido com discriminação ou preconceito social e econômico e nos processos de sistematização de acontecimentos e encaminhamentos institucionais.   



2 de abril de 2019

No dia 23 de fevereiro de 2019, educadoras e educadores, lideranças comunitárias, defensoras e defensores da Cultura de Paz e dos Direitos Humanos, vindos de todas as partes da cidade, reuniram-se no I Seminário Popular Municipal de Direitos Humanos, realizado no Centro Social Marista de Porto Alegre.
Durante o Seminário, que contou com diversas oficinas sobre a temática dos Direitos Humanos, palestras e apresentações culturais, foram discutidas propostas para o fortalecimento da cultura de respeito aos Direitos Humanos, com o empoderamento, principalmente, de crianças, adolescentes e jovens das comunidades de periferia, para a articulação destes como protagonistas de uma sociedade inclusiva e solidária.
As discussões realizadas no Seminário resultaram na Carta da Rede Popular Municipal de Direitos Humanos, que contém as principais reivindicações dos territórios de periferia de Porto Alegre.
Esperamos que esta seja lida e divulgada, para que os anseios e querências das periferias sejam ouvidos, atuando como força motriz das mudanças.
Por fim, cabe ressaltar que o compromisso de continuidade do trabalho nas periferias, firmado durante o Seminário, bem como a atuação para a concretização dos anseios expostos na Carta, será mantido por meio da articulação da Rede Popular Municipal de Direitos Humanos, com encontros, atividades culturais e ações sociais nas comunidades.



Leia aqui a Carta da Rede Popular Municipal de Direitos Humanos

 
No dia 28/03 de 2019, o Centro de Referência em Direitos Humanos-AVESOL ministrou oficina sobre Direitos Humanos e Cidadania para jovens, atendidos pela Ensino Social Profissionalizante (ESPRO), em Porto Alegre/RS.
O objetivo da oficina foi promover a reflexão nos jovens sobre o conceito de Direitos Humanos, a importância do respeito aos Direitos Humanos para o exercício pleno da cidadania, bem como desconstruir certas visões arraigadas no senso comum sobre o conceito de Direitos Humanos.
Assim, debateu-se sobre os Direitos assegurados em nossa Constituição Federal, tais como o Art. 5º, que diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade; art. 14: a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos; art. 6º: são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição; art. 9º: é assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender e o art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
Viu-se que, em geral, tais direitos não são plenamente garantidos. Assim, perguntou-se, como podemos fazer para implementá-los? Exercendo a cidadania! Mas o que é cidadania? Bom, viu-se que na Constituição (art. 1º) está expresso que o Brasil é um Estado Democrático de Direito e tem como um de seus fundamentos a cidadania e a dignidade da pessoa humana.
Com isso, conclui-se que a cidadania é a expressão concreta do exercício da Democracia. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. Expressa a igualdade dos indivíduos perante a lei, pertencendo a uma sociedade organizada. É a qualidade do cidadão de poder exercer o conjunto de direitos e liberdades políticas, socioeconômicas de seu país, estando sujeito a deveres que lhe são impostos. Relaciona-se, portanto, com a participação consciente e responsável do indivíduo na sociedade, zelando para que seus direitos não sejam violados. 

Por fim, foi realizada dinâmica entre os participantes, possibilitando que fizessem a relação entre os direitos vistos na oficina e ações cotidianas da vida.


1 de abril de 2019

No dia 27/03/2019, o Centro de Referência em Direitos Humanos – AVESOL, ministrou oficina sobre Gênero e Sexualidade para jovens atendidos pelo Centro da Juventude Cruzeiro, em Porto Alegre/RS.
A oficina tratou sobre sexualidade e questões de gênero, incentivando o debate sobre o assunto que causa muitas dúvidas nos jovens. Neste sentido, foram passadas noções básicas sobre prevenção a gravidez indesejada e DST’s, bem como sobre orientação sexual. Foram passadas noções sobre o uso da camisinha e a eficácia do D.I.U.
Realizou-se dinâmica sobre a transmissão de DST’s, em especial o vírus HIV, para que os jovens pudessem se movimentar e aprender de forma lúdica como se prevenir nas relações sexuais. A conversa com os jovens também abordou o tema do consentimento, uma vez que quando não há consentimento em uma relação afetiva/sexual estará havendo uma violência e, muitas vezes, um estupro.
Ao depois, abordou-se o tema do gênero e da transexualidade, conscientizando-se os jovens sobre a importância do respeito à diversidade.

Ainda, houve uma sensibilização sobre os papéis que são impostos a cada gênero em nossa sociedade, bem como sobre as violências que ocorrem quando toma-se tais papeis como algo imutável e certo. Houve intensa participação dos jovens, os quais puderam expressar suas angústias e dúvidas sobre os temas tratados. Ao final, todos disseram ter aproveitado muito a oficina, sendo o tema presente e atual em suas vidas.




No último dia 23 de março de 2019 aconteceu na PUCRS o Encontro de Novos Voluntá[email protected] e apresentação das Instituições parceiras para alunos, professores, diplomados e técnicos administrativos da PUCRS.
O Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, Irmão Marcelo Bonhemberger abriu o encontro falando da importância do Voluntariado como ferramenta de construção da cidadania e na formação de profissionais mais humanos e comprometidos com uma transformação social assim como da parceria entre as Instituições  e os interessados no Voluntariado.
Agradecemos a todos os participantes, desejando que essa caminhada seja o início para a construção de um mundo mais justo e solidário.





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