30 de março de 2020


Recomenda ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que renove todas as medidas protetivas de urgência cujos prazos se encerram durante a suspensão dos prazos processuais previstas nas Resoluções nº 002/2020 e nº 003/2020 do TJRS além de outras providências.
 O CONSELHO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (CEDH-RS), no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso V, do artigo 9°, da Lei Estadual nº 14.481, de 28 de janeiro de 2014,
CONSIDERANDO que a violência contra as mulheres e meninas é uma dura realidade, sendo as medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Federal nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) garantia de segurança para muitas gaúchas vítimas da violência doméstica e familiar; 
CONSIDERANDO as medidas de isolamento social em razão da pandemia de Covid-19, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotadas pelos governos estadual e municipais, especialmente as que tratam da chamada quarentena domiciliar, indicando que as pessoas não saiam de casa;
CONSIDERANDO que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, por meio de sua Resolução nº 002/2020, suspendeu os prazos processuais, administrativos e jurisdicionais na primeira e na segunda instância, por 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogada conforme a alteração do quadro de saúde pública;
CONSIDERANDO que este mesmo Tribunal, por meio de sua Resolução nº 003/2020, suspende sessões de julgamentos e audiências entendidas não urgentes pelos/as magistrados/as;
CONSIDERANDO, ainda, que Defensoria Pública, Ministério Público, Fóruns, Delegacias e toda a rede de acolhimento à mulher está atendendo em regime diferenciado, dificultando o acesso das vítimas ao atendimento;
CONSIDERANDO que as medidas protetivas expiram automaticamente caso a vítima não manifeste seu interesse na prorrogação, o que é feito, em sua maioria, presencialmente e que não há garantia de entendimento quanto à sua prorrogação automática por parte dos magistrados;
CONSIDERANDO que os índices de violência doméstica aumentam em períodos de maior convivência familiar, como o isolamento social imposto em razão da pandemia do Covid-19;
CONSIDERANDO que muitas mulheres não possuem meios digitais para enviarem, quando possível, as solicitações de renovação das Medidas Protetivas de Urgência ou buscarem informações nos sites oficiais e por meio dos telefones de plantão dos Foros;
CONSIDERANDO que os processos que tratam das medidas protetivas tramitam em meio físico e que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul publicou o Ato nº 11/2020-CGJ, determinando que o peticionamento deverá ser obrigatoriamente por meio eletrônico, haja vista o risco de contaminação pelo Covid-19 no contato com papéis;
CONSIDERANDO que a revogação das medidas protetivas coloca a vida de milhares de mulheres em risco;
CONSIDERANDO o Comunicado do Comitê de Especialistas do Mecanismo de Seguimento da Convenção de Belém do Pará (MESECVI), da Organização dos Estados Americanos, que solicita das autoridades a incorporação da perspectiva de gênero nas medidas de prevenção ao Covid-19 e o reforço de ações de prevenção e atenção à violência de gênero; 
CONSIDERANDO, por fim, o disposto na Recomendação CEDH/RS nº 20/2020, que recomenda medidas a respeito da pandemia Covid-19 para várias autoridades dos diversos poderes e à população em geral;
R E C O M E N D A
Ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que 
1) renove todas as medidas protetivas de urgência cujos prazos se encerram durante a suspensão dos prazos processuais previstos nas Resoluções nº 002/2020 e nº 003/2020 do TJRS, como forma de garantir a proteção das mulheres em situação de risco;
2) flexibilize a necessidade de registro policial prévio para a comunicação de eventual descumprimento das Medidas Protetivas de Urgência, observadas as peculiaridades do caso concreto;
3) garanta a observância, nas decisões judiciais, da Recomendação nº 62 do Conselho Nacional de Justiça acerca de medidas de prevenção ao Covid-19, no que tange às ressalvas relativas à privação de liberdade em situações de violência doméstica, conforme o Art. 4, I, c e Art. 8º.

Porto Alegre, 25 de março de 2020.
PAULO CÉSAR CARBONARI
Presidente do CEDH-RS
(Aprovada por meio eletrônico)




26 de março de 2020

Nos sábados de tarde, a partir das 14h, retomando as atividades que iniciaram no ano passado, nos dias 07 e 14 de março de 2020, o Centro de Referência em Direitos Humanos-AVESOL promoveu, em sua sede, aulas de português para imigrantes. As aulas são ministradas por professores voluntários, com formação em artes cênicas e jornalismo. Durante as aulas é oferecido espaço lúdico e de cuidado para as crianças imigrantes, que realizam trabalhos de pintura enquanto seus pais ficam em sala de aula, possibilitando uma maior adesão dos alunos, que podem trazer seus filhos, enquanto assistem às aulas.

Na retomada das aulas, tivemos alunos de diversas nacionalidades, em sua maioria hispano-falantes, como venezuelanos, cubanos, peruanos, entre outros. As aulas foram interativas, provocando os alunos a desenvolveram cada vez mais as habilidades linguísticas necessárias para a boa compressão da língua portuguesa e aceso a direitos e serviços no Brasil.
Muito imigrantes já estão há mais de 02 anos no país, precisando aprimorar seu conhecimento da língua portuguesa. Houve relatos de diversas situações de discriminação que sofreram por não conseguirem se expressar bem em português.
Todos os alunos que frequentam o curso são adicionados em um grupo de whats-app para facilitar a comunicação dos professores com os alunos. Neste grupo, os próprios alunos acabam compartilhando oportunidades de emprego, questão importante para que possam se manter no pais de acolhimento.
As aulas foram bastante animadas, possibilitando uma riquíssima troca cultural e aprendizado para todos. O trabalho com as crianças mostra como é importante vinculá-las para que os pais e cuidadores possam se sentir também motivados a virem com regularidade nas aulas.
Infelizmente, devido a situação atual de pandemia de corona vírus, as aulas presenciais foram suspensas por tempo indeterminado. Porém, como a turma de alunos formou um vínculo próximo com o CRDH/AVESOL e os professores voluntários, os professores, atualmente, estão passando o conteúdo para os alunos em aulas gravadas em vídeo. Nesse sentido, o Professor Gabriel Fontoura inclusive criou um canal de vídeos na plataforma youtube para que os alunos possam acessar o conteúdo remotamente, conforme pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/channel/UCaeeIk0SkX-Dh3vNgl9PZ8Ahttps://www.youtube.com/channel/UCaeeIk0SkX-Dh3vNgl9PZ8A
https://yt3.ggpht.com/a/AATXAJzFKTNzpJv2OSe9gGqyU6engGJ0NHQgu5QRYw=s900-c-k-c0xffffffff-no-rj-mo
Canal dedicado ao conteúdo trabalhado em aula pelo professor Gabriel Fontoura. Atualmente o canal será alimentado com materiais para a continuidade das aulas...
www.youtube.com
Desse modo, pode se afirmar que os cerca de 15 alunos que frequentam as aulas todos os sábados estão obtendo sua proficiência na língua portuguesa, mesmo que a distância, e com todas as dificuldades do momento atual, adquirindo capacidades para enfrentar as situações cotidianas da vida no Brasil. Tão breve esta situação acabe, as aulas presenciais retornarão à sede do CRDH/AVESOL. 


  


No dia 20/02 de 2020, o Centro de Referência em Direitos Humanos-AVESOL ministrou oficina sobre Direitos Humanos e Direitos do Consumidor para jovens, atendidos pela Ensino Social Profissionalizante (ESPRO), em Porto Alegre/RS.
O objetivo da oficina foi traçar um breve histórico sobre a relação entre Direitos Humanos e Direitos do Consumidor no Brasil, como o Decreto-Lei n. 869 de 1938, que definiu crimes contra a economia popular, apontar que a defesa do consumir é um direito fundamental a ser promovido pelo Estado, conforme a Constituição Federal de 1988, tendo o Código de Defesa do Consumidor de 1990 regulado esta atuação.
Assim, analisou-se junto com os jovens os conceitos trazidos pelo Código de Defesa do Consumidor, debatendo-se o que é um “consumidor” e um “fornecedor”. Referiu-se que a lei reconhece a vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo em relação ao fornecedor, sendo esta uma relação desigual, principalmente, informacional. Os jovens fizeram diversas perguntas sobre o tema, propiciando ampla discussão. Após isto, realizou-se dinâmica, com a formação de grupos. Cada grupo recebeu uma hipótese prevista em lei sobre práticas abusivas ao consumidor nas relações de consumo. Os jovens foram instigados a pensar situações que já viveram ou que se aplicavam a situação relatada na lei como abusiva. Houve relatos de práticas abusivas contra idosos e pessoas com problemas de saúde mental, que eram enganados e acabavam endividando-se.
Ainda, debateu-se criticamente a noção de “cidadania pelo consumo” que vivemos hoje, em uma sociedade marcada pelo consumo excessivo, desperdício e esgotamento de recursos naturais. Os jovens também foram instigados a pensar sobre como acontece hoje o “consumo digital”, pautado pelas mídias e redes sociais, pois muitos não enxergam as atividades nestes espaços como um consumo.
Por fim, foi trazido alguns princípios da Economia Solidaria, para que fosse possível repensar as práticas vigentes de troca e circulação de mercadorias, salientando-se a importância do preço justo, da conservação ambiental, do respeito a diversidade, da garantia de informação ao consumidor e da integração de todos os elos da cadeia produtiva de forma justa.
Houve intensa participação dos jovens, os quais puderam expressar suas dúvidas sobre os temas tratados. Ao final, todos disseram ter aproveitado muito a oficina, sendo o tema presente e atual em suas vidas.




25 de março de 2020


A necessidade de isolamento social faz crescer a solidariedade de muitas pessoas engajadas com a Vida! A campanha de confecção de máscaras já conta com alguns doadores, que aos poucos estão procurando a AVESOL para somar forças. Salientamos que ainda precisamos de insumos para chegar às 10 mil máscaras, principalmente tecidos!
Como o coronavírus é algo novo, não existe comprovação de eficácia em 100% na proteção, contudo, a indicação do Ministério da Saúde é a utilização da mesma sempre que precisar sair à rua, se apresentar algum sintoma ou se for de grupos de risco. Estamos tendo o cuidado de utilizar tecido de algodão, principalmente algodão cru, e os tecidos menos espessos estão sendo duplicados ou triplicados para maior segurança. A máscara pode ser utilizada até 2 horas consecutivas, precisando após esse período, ser lavada com sabão e passada com ferro.
Desde já agradecemos os grupos de economia solidária da Rede Ideia que estão a postos para aumentar suas produções.
E agradecemos a Associação das Creches Beneficentes do Rio Grande do Sul – ACBERGS pela doação de elástico que garantirá quase toda a produção!
Abraços virtuais e solidários,

Equipe AVESOL!







19 de março de 2020


A situação de pandemia está exigindo cuidados como isolamento social, higienização das mãos e manter ambientes arejados. Visando a diminuição dos riscos, a Associação do Voluntariado e da Solidariedade – AVESOL está com suas atividades com grupos ou aglomerações suspensas. Salientamos que em toda crise os mais vulneráveis são os que mais ficam expostos, necessitando de apoio para garantia de seus direitos. Dessa forma, continuaremos nosso atendimento para casos de emergência e colocamos nosso atendimento por email, telefone ou whattshap à disposição sempre que for necessário. 

A princípio as atividades voltarão ao normal a partir de 31/03/2020, podendo ser reavaliado.

Não podemos deixar que o isolamento social, necessário por agora, isole nossos corações e nos distancie da solidariedade. Estamos à disposição para enfrentarmos juntos mais essa situação de crise.  
Celular: (51) 997902485 (whattshap)

Há braços!
Equipe AVESOL



18 de março de 2020

Quando tocamos em algo, deixamos as nossas impressões digitais. Quando tocamos as vidas das pessoas, deixamos nossa identidade.
Com esse intuito e na atual conjuntura que estamos passando com o coronavírus - COVID 19, percebemos a fragilidade que as Instituições Sociais estão passando nesse momento e estamos lançando a campanha solidária para doação dos seguintes materiais:

-Máscara hospitalar
- Luvas de procedimento P e M
- Álcool gel de 70%

Entre em contato com a AVESOL pelo e-mail [email protected] ou pelo fone 32212318/ 999902818 (whatshap) que indicaremos as Instituições  Sociais parceiras que necessitam das doações. 

Acreditamos que somando forças poderemos amenizar essa situação tão difícil e frágil para todos.




Nos dias 11, 12 e 13 de março de 2020, o Colégio Marista Assunção abriu suas portas para mais uma edição da Feira da Cidadania, a primeira de 2020! Doze Grupos de Economia Solidária tiveram a oportunidade de mostrar suas capacidades artísticas e de trabalho para a comunidade escolar. Com muita alegria as crianças e adolescentes foram ver os produtos exposto podendo, assim, apreciar artigos de artesanato e confecção totalmente sustentáveis. O espaço cedido pela escola foi em frente ao refeitório dos funcionários, um lugar aberto e muito bem visível. Os alunos aprenderam com os feirantes, e os feirantes aprenderam com a gurizada.
Os artigos expostos tinham diversas origens e matérias primas. Doces, brinquedos, bijuterias, bolsas, imãs de geladeira, enfeites para materiais escolares e muitos outros artesanatos. A AVESOL e a comunidade do Rede Ideia agradecem imensamente a acolhida de toda comunidade escolar, em especial, aos alunos que aproveitaram e dividiram a feira conosco e a escola pela disponibilidade do espaço. Esperamos ansiosos pelo próximo evento!





A AVESOL recebeu, no dia 09 de março, as trabalhadoras e trabalhadores dos Grupos de Economia Solidária vinculados à Rede Ideia. No encontro, ministrado pelo Educador Social Douglas Filgueiras e a Educadora e Supervisora Administrativa Daniela Pimentel, foi apresentado ao grupo o novo Educador Social, Guilherme Godziuk. Após a descontraída apresentação, o tema principal do debate ministrado pela Daniela foi, com base no Dia da Mulher Trabalhadora, que foi no dia 8 de março, A Economia Solidária e o Feminismo com o destaque para as trabalhadoras se afirmarem como a maioria do grupo e demonstrarem que o machismo estrutural afeta todas estruturas incluindo a própria Economia Solidária. O questionamento principal foi: “Por que ser Feminista? ” A pergunta se mostrou polêmica entre alguns e algumas participantes, porém, a força das mulheres que se afirmam dentro do pensamento feminista se mostrou ágil para responder os ponderamentos válidos dos participantes duvidosos. A principal conclusão das (os) presentes foi, após o exercício de um Dinâmica em Grupo, que a Economia Solidária é um escudo que protege as mulheres do machismo estrutural do mercado de trabalho e da sociedade não consciente. O próximo tema debatido no encontro liderado pelo Douglas Filgueiras foi a Economia de Francisco. Onde foi mostrado o histórico do tema desde sua origem até o direcionamento atual sugerido pelo Papa Francisco I.




Manter e reconectar vínculos é uma das funções mais importante para a manutenção da união entre a força dos catadores trabalhadores e a sociedade. Dentro do abraço da Economia Solidária, a AVESOL foi ao chamado do Galpão de Reciclagem do Rubem Berta. Nesse encontro, foi trocada apresentações entre os novos membros de ambas famílias. Lídia, Andressa e Camila se apresentaram como as novas diretoras da Unidade de Triagem, enquanto o Educador Social Douglas apresentou o novo Educador Social, Guilherme e Fagner Jandrei se apresentou como militante do Movimento Nacional dos Catadores. Leandro Neto, integrante do Galpão de Reciclagem do Rubem Berta e também estava presente. O debate foi caloroso e enriquecedor. Foram discutidas as dificuldades dos trabalhadores do galpão gerada pela falta de reconhecimento da importante função socioambiental que o trabalho de catação tem perante a sociedade como um todo. Dificuldade gerada, principalmente, devido aos atrasos dos repasses das verbas devidas pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Esses atrasos contínuos dificultam a realização do trabalho em todas suas esferas. A AVESOL garantiu que, enquanto o Galpão de Reciclagem do Rubem Berta continuar ativada com a associação, ela continuará a lutar, a aprender e a agregar com os trabalhadores locais.





6 de março de 2020

O Desfile de Carnaval das Escolas de Samba em Porto Alegre acontece nos dias 06 e 07 de março no Complexo Cultural do Porto Seco. 
O CRDH/AVESOL estará nesta importante festa em campanha para a defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, distribuindo material informativo para a prevenção de abusos contra crianças e adolescentes e dialogando com a população. O trabalho infantil e o abuso sexual são graves violações de direitos, sendo dever de toda a sociedade prevenir e combater a sua ocorrência! 

Que horas? A partir das 19:00h.
Onde? Complexo Cultural do Porto Seco.  
[email protected] Contatos de e-mails e telefones:

(51) 32643929
(51) 32212318
(51) 999902818

Participe conosco!





4 de março de 2020


No dia 20 de fevereiro de 2020, o Programa de Voluntariado da AVESOL, a convite da Coordenação de Pastoral do Colégio Marista São Pedro, participou de uma reunião para alinhar o voluntariado em 2020.
O momento foi de trocas e planejamento para nova caminhada dos [email protected] que se sentirem chamados para o Voluntariado, assim como a importância da documentação para iniciar o trabalho.
Temos a certeza que a solidariedade, o aprendizado em conhecer outras realidades, será de grande valia para crescimento dos voluntá[email protected] e uma transformação social será possível.
Agradecemos a acolhida de Ellen Fonseca, Coordenadora de Pastoral, e pelos Postulantes Voluntários Juan Pablo Menezes Soares e Enos da Silva Angelo.



20 de fevereiro de 2020


No dia 19 de fevereiro de 2020, o Programa de Voluntariado da AVESOL realizou uma visita para firmar a parceria e assinatura do Termo de Convênio na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), localizada no bairro Jardim do Salso, Porto Alegre - RS. A AACD está entre os melhores Hospitais de Ortopedia e é referência em qualidade no tratamento de pessoas com deficiência física do país.
O trabalho Voluntário faz a diferença na Instituição, pois é por meio de ações eficazes que os Voluntá[email protected] se envolvem de corpo e alma em prol dos pacientes, colaboradores e toda Comunidade AACD.
Agradecemos a acolhida pela Lisiane Dutra, Assistente Administrativo e acreditando sempre que o Voluntariado é movido por participação e Solidariedade para uma transformação social. 



13 de fevereiro de 2020


As ações planejadas com os grupos de economia solidária no início de 2019 possibilitou grandes realizações durante o ano. Com base nestas ações foi possível:
* Realizar 210 assessorias para 89 grupos de economia solidária.
* Iniciar o Fundo Rotativo Solidário.
* Retomar o processo de compras coletivas. 
* Aumentar a rede de parceiros que apostam nas iniciativas da Rede Ideia.
* Aumentar o número de participantes nas formações por plataformas digitais.
* Gerar conteúdo relacionado à Economia Solidária e Desenvolvimento Sustentável.
Nos dias 13 de janeiro e 10 de fevereiro de 2020, estiveram reunidos os representantes dos grupos de Economia Solidária que fazem parte da Rede Ideia. Os dois encontros debateram os desafios para economia solidária dentro do cenário político de 2020 e assumiram o compromisso em promover ações voltadas ao desenvolvimento humano. 
Sabemos dos desafios de colocar em pratica ações que contribua para emancipação econômica e social, para isso temos como estratégia ações colaborativas entre os grupos de economia solidária que fazem parte da Rede Ideia.
Convidamos a todas e todos que defendem e acreditam em práticas econômicas que respeitem o meio ambiente e as pessoas a se somar neste Rede de Solidariedade.




Participamos do Fórum Social das Resistências dias 23 e 24 de janeiro em três atividades com os temas: 1) direitos dos povos, territórios e movimentos sociais, 2) convergência migrações contra o racismo e xenofobia e 3) assembleia dos povos.
Na primeira mesa foram abordadas, nas falas dos/as palestrantes e as intervenções dos/as participantes, a necessidade de luta pela democracia no contexto brasileiro, a luta comum entre os povos por melhores condições de vida, uma mudança nos paradigmas econômicos para substituir a concorrência pela solidariedade mundial, o Fórum Social, simultâneo ao Fórum Econômico de Davos, deveriam ter interesses na busca da justiça social e não apenas nos lucros. É um absurdo que os exportadores não paguem impostos e todo custo social recaia aos assalariados. Tratar a política como um fenômeno humano para o bem comum e não o velho “toma lá, dá cá”. É preciso exercer a cidadania pelo voto e eleger pessoas para nos representar, mas não eleger para que a classe política nos substitua como povo. 
O debate sobre as migrações é de extrema importância para os direitos humanos e estivemos presentes na convergência que fez uma conjuntura internacional e teve a fala do Fórum Permanente de Mobilidade Humana, espaço que construirmos coletivamente. A experiência das mulheres do Curdistão foi muito impactante, disseram que a luta das mulheres engloba toda luta por liberdade de outras minorias e acaba por ser o ponto central de unidade.
A assembleia dos povos teve uma metodologia de apresentação das sínteses das atividades que compunham toda programação do Fórum Social e foi um espaço de celebração dos trabalhos realizados. Na mesa sobre igualdade e direitos humanos foi colocada a centralidade na disputa da narrativa na sociedade, o acesso à justiça, denúncia e incidência internacional das violações de direitos e a necessidade de coletarmos e produzirmos um banco dados sobre os crimes as minorias.        



Realizamos, no dia 31/01/20, uma oficina sobre os Direitos da Juventude na Ensino Social Profissionalizante – Espro para 12 pessoas. Iniciamos exibindo um áudio visual sobre o Estatuto da Juventude. Contextualizamos o Estatuto considerando a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e Adolescente. Apresentamos os objetivos, a importância do Estatuto da Juventude e alguns dados populacionais e sociais necessários para a análise coletiva. 
Fizemos a leitura de alguns artigos de interesse geral e comentamos brevemente os onze direitos da juventude expressos nesse documento. Em formato de roda de conversa fomos dialogando sobre as dúvidas e experiências vividas pelos jovens. Conhecidos os direitos passamos para um momento de saber as políticas públicas vigentes. Pesquisamos os sites do governo federal, estadual e municipal e reunimos informações sobre os programas existentes e o funcionamento para acesso as políticas. Explicamos os requisitos e forma de solicitação da ID jovem, no âmbito estadual falamos sobre as ações do programa oportunidades e direitos que viabiliza os Centros de Juventude na região metropolitana e o Projovem como uma ação municipal de êxito. 
Concluímos a atividade entregando nossos folders de divulgação do CRDH e nos colocando à disposição dos jovens para acolhe-los e orienta-los em qualquer situação de dúvida ou necessidade de planejamento em sua vida.    



11 de fevereiro de 2020

O Programa de Voluntariado da AVESOL realizou visita na Creche Amparo da Imaculada Conceição em 07/02/2020, para firmar o Termo de Convênio para mais um ano de parceria.
A Creche fica localizada na Av. Ipiranga nº 585, bairro Menino Deus, em Porto Alegre, e atende 150 crianças de 1 a 6 anos de idade. Desenvolve suas atividades dentro dos princípios deixados pelo seu Fundador Edmundo Boianowski contribuindo para o bem-estar das crianças, familiares e busca a colaboração de pessoas da comunidade e de Voluntá[email protected]
Agradecemos a acolhida pela Irmão Cláudia, pois juntos a transformação social é possível.


7 de fevereiro de 2020


No dia 06 de fevereiro comemoramos o Dia do Agente de Defesa Ambiental. O Programa Comunidade Produtiva ministrou uma oficina na ESPRO sobre os desafios de uma Cidade Sustentável e como podemos construir uma consciência coletiva que avance para a cultura do consumo consciente.
Durante três horas, mais de trinta e cinco jovens debateram suas preocupações com o futuro!
Vivemos uma crise ambiental de proporções planetária sem precedente, a forma como este sistema organiza sua produção devastadora é criminosa. Pouco mais de um ano, o Brasil vive o luto do crime de engenharia cometido pela Vale em Brumadinho, com 259 mostos, e 11 desaparecidos. Sucessivos crimes ambientais têm ocorrido por todo país, ainda corremos riscos de muitas outras barragens romperem provocando o vazamento de rejeitos de minério e outros componentes químicos nocivos a vida.
Para falar sobre consumo consciente é preciso debater a forma de produção! Neste sentido provocamos os jovens a debater a valorização da vida através das relações de trabalho!
Temos como norte o desafio de construir novas cidades baseadas em uma produção sustentável que não agrida a vida do planeta!
Quando a ganancia fala mais alto o problema se torna mais grave. Seguiremos lutando em defesa da vida!
Agradecemos a toda equipe da ESPRO e aos jovens que participaram!




6 de fevereiro de 2020


Ontem, 05 de fevereiro de 2020, estiveram reunidos na sede da AVESOL a comissão responsável de avaliar os projetos do Fundo Rotativo Solidário (FRS) da REDE IDEIA, o objetivo da reunião foi apreciar uma solicitação de empréstimo solidário de um dos grupos que fazem parte da Rede. Os grupos Misturando Arte, Arte é Vida, Mania de Artesanato, Só Artes e o Grupo Arte Popular foram escolhidos em assembleia para compor a Comissão do Fundo Rotativo Solidário
O Fundo Rotativo Solidário foi uma iniciativa da AVESOL junto com os grupos de Economia Solidária que fazem parte da Rede Ideia, uma rede de empreendimentos econômicos solidários.
O FRS tem por objetivo promover o desenvolvimento local a partir do fortalecimento dos grupos de economia solidária.
Como funciona: Para solicitar um empréstimo solidário o grupo de economia solidária precisa ter:
presença nas reuniões de formação da Rede Ideia, no mínimo uma reunião por mês; democracia interna; práticas solidárias em suas ações; produtos que respeitem o meio ambiente”.
Cumprindo estes requisitos, o grupo precisa preencher um requerimento explicando o motivo do empréstimo solidário e como pretende fazer o pagamento, dessa forma outros grupos no futuro poderão utilizar o recurso.
A AVESOL aposta em ações colaborativas de forma criativa que promova justiça social, economia e ambiental.





No dia 28 de janeiro ministramos uma oficina sobre Direitos das Crianças e Adolescentes para um grupo de estagiária/os em nutrição que assessoram escolas públicas e instituições assistenciais através do Banco de Alimentos da Fundação Gaúcha de Bancos Sociais do RS. Iniciamos com uma apresentação dos participantes e suas motivações em trabalhar com esse público específico. Explicamos o objetivo da oficina e a programação.
Introduzimos a atividade exibindo um filme curta metragem sobre a negligência dos responsáveis das crianças e adolescentes para contextualizar e, a partir dele, conceituar a desigualdade social e a vulnerabilidade da infância como principais fatores críticos ao atendimento dos direitos desse público. Ao final do vídeo conversamos sobre os casos que elas encontram e a necessidade de ampliar o conhecimento da sociedade em relação ao Estatuto da Criança e Adolescente e os atuais desafios da proteção integral para esse público. Apresentamos os dados da UNICEF (https://www.unicef.org/brazil/situacao-das-criancas-e-dos-adolescentes-no-brasil), debatemos sistematizamos as principais demandas na efetivação dos direitos das crianças e adolescentes no Brasil através desse artigo.  
Concluímos a oficina entregando o Estatuto da Criança e Adolescentes para cada participante, folheando os capítulos e comentando os principais direitos relacionados a síntese feita anteriormente e as experiências trazidas pelas participantes.  



5 de fevereiro de 2020


Realizamos uma oficina sobre Direitos Humanos e Políticas Públicas para 13 jovens da Espro – Ensino Social Profissionalizante. Trabalhamos o conceito do tema a partir da visão dos participantes e suas experiências, muito se falou sobre a questão do transporte como uma demanda dos jovens estudantes e seu conhecimento sobre a política pública. O Brasil tem uma vivência democrática atribulada e com pouca maturidade. Analisamos, brevemente, a história do país para percebermos como o interesse público se confunde com o privado em um Estado tão patrimonialista. Compreendemos como a nova república e a Constituição Federal incidem para uma nova cultura política e a necessidade de uma nova prática pública frente aos desafios atuais do desenvolvimento social.
Apresentamos os tipos de política pública para que percebam que além das políticas sociais, considerem as econômicas, administrativas e setoriais também como importantes na observação. Existem diversas condicionantes para o sucesso das políticas, ressaltamos o plano orçamentário, o financiamento e o destino da aplicação como principais. Apontamos os planos plurianuais como sendo bons indicadores das intenções de gasto dos governos em exercício e das políticas públicas que implementarão. Logo após, exibimos o conceito do ciclo das políticas públicas, desde a elaboração, seu desenvolvimento e avaliação em seis passos.
O Estado tem compromissos, mas não sem a conexão do mercado e sociedade.
Concluímos a atividade destacando os atores sociais tendo um grande papel na superação dos desafios contemporâneos. Considerando a crise política e representativa dos anos recentes é urgente o exercício do direito da participação social e não apenas em períodos eletivos. A sociedade da informação ainda mostra suas consequências nas relações em coletivo e devemos buscar formar cidadãos em meio a essa arena global e territorial sempre na conquista do bem comum. 



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