19 de dezembro de 2017

Nesta segunda-feira dia 18 de dezembro na Escola Municipal Hilário Feijó no Bairro Nova Americana no Município de Alvorada, iniciamos nossas atividades culturais com o grupo de Teatro Fabrica de Sonhos. A ação cultural faz parte de uma parceria da Seja Digital com a AVESOL com objetivo de informar a comunidade escolar sobre o desligamento do sinal analógico de TV, que acontecerá no dia 31 de janeiro de 2018.

A Caravana Cultural que iniciou no Município de Alvorada ainda irá percorrer por Viamão, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Gravataí, Guaíba, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Cachoeirinha, Canoas e Caxias.






13 de dezembro de 2017

Nos dias 30/10, 22, 23, 27 e 28/11 de 2017, o Centro de Referência em Direitos Humanos-AVESOL realizou 5 oficinas sobre Direitos Humanos e Cidadania para mais de 100 jovens, entre 14 e 21 anos, atendidos pela Ensino Social Profissionalizante (ESPRO), em Porto Alegre/RS.
O objetivo das oficinas foi promover a reflexão nos jovens sobre a importância do respeito aos Direitos Humanos para o exercício pleno da cidadania, bem como desconstruir certas visões arraigadas no senso comum sobre o conceito de Direitos Humanos.
Após breve conceituação sobre as gerações de Direitos Humanos e onde estas se encontravam em nossa Constituição Federal, bem como as principais legislações que asseguram estes direitos, como Código Eleitoral, Código Penal, Código de Processo Penal, Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948, ECA, Estatuto do Idoso, da Pessoa com Deficiência, do Índio, do Consumidor, da Igualdade Racial, da Terra, das Juventudes, Lei Maria da Penha e as leis do SUAS e do SUS, viu-se que, em geral, tais direitos não são plenamente garantidos.
Mesmo assim, os jovens demonstraram grande interesse pela temática e fizeram diversos questionamentos sobre temas polêmicos. Neste sentido, em todos os dias de formação, houve jovens que questionaram o tratamento dado aos estupradores e pedófilos, apontando-se a pena de morte como possível solução. Com isso, debateu-se temas como a seletividade penal, a função das penas e o atual sistema carcerário brasileiro. Ainda, como contraponto à defesa de penas mais duras e até à pena de morte, mostrou-se os riscos de se condenar pessoas inocentes e a alternativa da justiça restaurativa, que prevê mais voz às vitimas, maior eficácia e efetividade em se restaurar os laços sociais rompidos. Porém, chamou atenção que, quando apresentada a justiça restaurativa, muitos falavam que era utopia, que só no Canadá dava certo, porque lá é país de primeiro mundo, diferente do Brasil. Contudo, indagou-se: que país queremos construir? Temos que olhar os bons exemplos e tentar segui-los, e não os que não têm dado certo em nenhum lugar do mundo.
Chamou atenção, também, que alguns jovens falaram sobre aborto e o poder que a bancada evangélica tem no Congresso nacional, legislando sobre pautas morais que não são, nem de perto, consenso na população.

Em suma, houve grande participação dos jovens na atividade, os quais questionaram diversos aspectos sobre o conceito de direitos humanos e fizeram questões polêmicas relacionadas ao tema. Por fim, inegável concluir que refletir com os jovens o conceito de Direitos Humanos, apresentando uma visão histórica, esclarecendo e instigando dúvidas, ajuda, não só na garantia destes direitos, mas também, desconstrói alguns mitos e sensos comuns muito propagados hoje em dia sobre o verdadeiro valor e alcance dos Direitos Humanos, promovendo relacionamentos mais saudáveis e contribuindo para a construção de uma sociedade mais tolerante e igualitária entre todos.



No dia 06 de dezembro de 2017, o Programa de Voluntariado da AVESOL realizou visita à APABB - Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de funcionários do Banco do Brasil e Comunidade, através da sua Assistente Social Paula Turck, fortalecendo nossas relações e reafirmando o termo de parceria.
A APABB atua na área do Serviço Social e desenvolve projetos de lazer e esportes, além de participar ativamente das políticas públicas de defesa dos direitos da pessoa com deficiência, contribuindo para sua inclusão social e melhoria na qualidade de vida.
Nesse contexto o Voluntariado vem contribuindo para o belo trabalho realizado pela Associação, pois doar tempo, energia, carinho, habilidades e conhecimento transforma vidas e ajuda na construção de um mundo melhor.

Agradecemos a acolhida e que essa parceria se fortaleça através do Voluntariado responsável e comprometido em uma transformação social.


6 de dezembro de 2017

No dia 30 de novembro mais de 100 Empreendimentos de Economia Solidária que fazem parte da Rede Ideia participaram do encontro promovido pela AVESOL na Casa Marista da Juventude.
Tivemos como convidados os palestrantes:
Alessandro  Donadio Miebach, Engenheiro Químico e Licenciado em História, Doutor em Economia pela PUCRS, Professor do Curso de Economia da PUCRS e Analista pesquisador da FEE, e Bernardo Corrêa, Sociólogo e Escritor. Também contamos com a presença do Dep. Federal Marcon e do Dep. Estadual Zé Nunes.
Ambos trouxeram para o debate os impactos econômicos, políticos e sociais no Brasil e na América Latina, contextualizando as diversas crises estimulada pelo sistema econômico. O tema Economia Solidária foi abordado como contraponto a forma de organização do trabalho como um movimento de resistência.
As diferenças entre os “princípios da Economia Solidária e o modismo da Economia Criativa” também foram abordadas pelos palestrantes.
A pratica como elemento condutor das mudanças sociais tem sido tarefa diária dos empreendimentos econômicos solidários, nos dá AVESOL reafirmamos nosso compromisso com a Economia Solidária e com todos que acreditam na necessidade de uma outra economia, baseada nos princípios da Economia Solidária.
Finalizamos o encontro com a memória do Irmão Antonio Cecchin que dedicou sua vida aos pobres na organização das lutas do povo. O vereador João Carlos Nedel apresentou como Projeto de Lei aprovado na Câmara Municipal de Porto Alegre que presta homenagem e denomina como nome de Rua Irmão Antonio Cecchin o logradouro público conhecido como Rua 3.797, localizado no Bairro Mario Quintana.






Dia 28 e 29 de novembro na Casa Marista da Juventude 63 catadores que fazem parte da Rede Ideia Cultivando o amanhã participaram do Encontro Estadual de Formação da Rede de Catadores promovido pela Associação do Voluntariado e da Solidariedade AVESOL.
O último encontro do ano avaliou as ações promovidas pelo Programa Comunidade Produtiva executado pela Avesol, com objetivo de assessorar e promover encontros de formação para Empreendimentos Econômicos Solidários.
Todas as falas afunilaram em um único sentido, o empoderamento do catador e a compreensão de seu trabalho. Temas abordados nas formações que contribuíram para o fortalecimento da identidade coletiva das trabalhadoras e trabalhadores da reciclagem.
No segundo dia de formação trouxemos para o debate o início de uma nova etapa das formações que a AVESOL irá promover a “Inclusão Digital de Catadores”. O tema foi trabalhado em três etapas:
Dimensão Social:
Dimensão Humana:
Tecnologias da informação e comunicação:

O encontro foi finalizado por uma videoconferência realizado simultaneamente por três grupos formado pelos participantes do encontro.
As diversas Redes Solidária apoiadas pela AVESOL que tem se consolidado com seus Planos de Cooperação, tem buscado ampliar seus horizontes incorporando novas ferramentas para aprimorar seu trabalho com objetivo de aumentar a renda dos cooperados envolvidos.

AVESOL apoia a organização e a luta das catadoras e catadores de materiais recicláveis.





5 de dezembro de 2017

O Hospital São Lucas PUCRS, parceiro do Programa de Voluntariado da AVESOL, realizou no dia 29/11/2017 no Piquet do Centro de Pastoral e da Solidariedade, PUCRS, o encontro de confraternização dos Voluntários do HSL.
O momento foi de partilha, conversas e troca dos Voluntári@s pertencentes aos 17 Projetos realizados pelo Hospital.
A confraternização aconteceu com música, dança, abraços dando ênfase ao sentimento de pertencimento, de companheirismo, de solidariedade e principalmente a construção de vínculos.
Após, houve o almoço de confraternização, onde a alegria e a simplicidade do momento foi contagiante, tornando esse momento muito especial.  Gratidão !!!



“Ser voluntário é muito mais que oferecer uma parte de seu tempo, é muito mais que olhar para a necessidade do outro, muito mais que fazer parte de uma maravilhosa corrente, muito mais que colocar o seu entendimento e experiência em benefício do todo, vai além das expectativas do ser humano e o coloca em destaque, tanto para quem doa, tanto para quem recebe. ” Marcelo Rachid de Paula



1 de dezembro de 2017

A ONG Doutorzinhos, parceira do Programa de Voluntariado da AVESOL, junto com o Centro de Referência em Direitos Humanos- AVESOL (CRDH) e com os integrantes de grupos da Rede Ideia, realizou nos dias 11, 18, 25 Outubro e 01, 08, 22 e 29 de Novembro de 2017, a Oficina “Brincando na Melhor Idade”. Foi uma oportunidade de investigação de linguagem poética do palhaço, através de jogos, exercícios e improvisações, em que cada participante entrou em contato com o palhaço dentro de si, expressando seus sentimentos, aberto para novos aprendizados.

Através de jogos lúdicos adaptados a Melhor Idade e ao desenvolvimento do grupo, as participantes passaram a entender melhor a si mesmo, trabalhando seus sentimentos, se sentindo bem consigo e assim com o outro, um trabalha o “dentro para fora”. Todas tiveram dedicação ao trabalho proposto pela “oficina”


Por meio de muitas brincadeiras, descobertas e trocas, o grupo partilhou e aprendeu, que brincando também se aprende! Além do mais, Economia Solidária é também expressão de cultura.


22 de novembro de 2017


O Centro de Referência em Direitos Humanos da Criança do Adolescente e do Jovem - AVESOL participou do Encontro de Experiências de Participação Cidadã, que ocorreu entre os dias 25 e 28 de outubro de 2017 na cidade do Rio de Janeiro e foi organizado pelo UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do RJ – TRE/RJ, a Escola Judiciária Eleitoral – EJE/TSE e o CINTERCOOP (ONG parceira do UNICEF).
O objetivo foi compartilhar experiência de educação cidadã, formação política e mobilização social de adolescentes e jovens voltadas para a consolidação dos Direitos Humanos e o fortalecimento da democracia. Participaram aproximadamente 35 adolescentes e jovens de todo o Brasil, integrantes das redes apoiadas pelo UNICEF e outros projetos sociais.
A participação do Brasil Marista no evento se deu através de adolescentes e educadores das províncias Maristas no Brasil.. O CRDH- AVESOL representou a Rede Marista Sul – DF – Amazônia juntamente com o adolescente Henrique Vilanova do Centro Social Ir. Bortolini. O propósito foi conhecer metodologias de participação cidadã de adolescentes, temas em análise e reflexões realizadas por várias redes de adolescentes no país promovidos pelo UNICEF. Os jovens Maristas além de participarem de todo o evento, aproveitaram para conhecer alguns pontos turísticos do Rio de Janeiro.
No dia 26 todos os adolescentes, membros das redes de jovens apoiadas pelo UNICEF, juntamente com os jovens maristas, participaram de uma atividade onde compartilharam suas experiências de vida e falaram dos projetos do qual fazem parte em suas cidades. Realizaram uma oficina onde, em grupos, os participantes debateram sobre os espaços de participação cidadã que ocupam e que outros espaços querem ocupar. Também sobre suas motivações, dificuldades e estratégias para inserirem-se e participarem de forma mais efetiva no controle social.
A atividade do dia 27, que foi no TRE-RJ, contou com a participação de aproximadamente 150 pessoas, entre educadores, professores, e adolescentes do Rio de Janeiro. Neste dia foi possível conhecer alguns projetos que mobilizam adolescentes e jovens no Rio de Janeiro. O coletivo Papo Reto falou de sua atuação no Complexo do Alemão, sobre a violência institucional e o extermínio da juventude negra. O ITS Rio abordou o uso da tecnologia e mobilização popular através da criação de redes na internet.  O projeto Luta pela Paz, que atua no suporte social, através da promoção da cidadania e o esporte como prevenção primária contou um pouco de sua história que já tem o saldo de mais de 250.000 jovens beneficiados. Enquanto o RAP da Saúde, que capacita jovens a tornarem-se promotores da saúde nas comunidades atua em mais de 50 comunidades do Rio e tem cerca de 260.000 mil pessoas atingidas.
Também foi apresentado o projeto #partiumudar do Tribunal Superior Eleitoral, que é uma inciativa do órgão para contribuir com a educação política de jovens com idades entre 14 e 18 anos e o lançamento da campanha de seleção virtual do CONANDA para participação de Adolescentes do Brasil no CPA – Comitê de Participação de Adolescentes no CONANDA. Ainda à tarde foram realizadas várias oficinas sobre projetos com juventudes e após um debate onde os jovens discutiram sobre os temas das redes em que atuam, como o empoderamento de meninas, juventude negra, jovens LGBT, adolescentes indígenas entre outros.

O encontro promoveu integração e partilha entre os jovens de redes de todo o país, os que participaram saíram transformados desta vivência e ficaram com a tarefa de compartilhar a experiência com seus grupos no regresso. Promover a participação cidadã de adolescentes e jovens na sociedade é contribuir para o protagonismo juvenil e, com isso, no enfrentamento de situações de risco que atingem essa significante parcela de nossa sociedade como a mortalidade juvenil, a violência de gênero, drogadição, saúde sexual e reprodutiva, entre outros. As juventudes sempre contribuíram para as transformações sociais, mobilizando-se corajosamente contra a arbitrariedade de alguns governos e na defesa de causas importantes como diretos humanos e democracia. Investir nas juventudes do presente é investir na sociedade do futuro. 





13 de novembro de 2017

O tema do quarto encontro Coração Solidário Marista 2017 foi “Que mundo temos e que mundo queremos?”. O evento começou bem antes de efetivamente acontecer. Isto porque, os 47 jovens e educadores de cada uma das 12 unidades sociais participantes, foram instigados a pensar sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e apresentar propostas para atingir as metas dos objetivos no dia do encontro. Dos 17 ODS, foram selecionados os ODS 4, 10, 11 e 16 para serem trabalhados pelos jovens antes, durante e após o encontro. 
Três unidades de diferentes regiões da cidade e do Estado receberam o mesmo ODS a ser trabalhado, assim sucessivamente. O objetivo era que jovens de locais e realidades diferentes pudessem mostrassem suas visões e possíveis soluções, desde seu ponto de vista, sobre o mesmo objetivo recebido.
Os jovens demonstraram ótima desenvoltura nas apresentações, conseguindo expressar de maneira muito qualificada as suas ideias em relação às metas de cada objetivo que receberam. Cada grupo apresentou de sua maneira os ODS, por meio de apresentação artística (teatro), slides de power point, cartaz, vídeo ou simples relato. Dentre os relatos, como síntese desse momento, pode-se destacar a fala do jovem Allan Ruan Borges (CAJU), para o qual “os políticos têm interesse em precarizar a educação, pois sabem que um povo esperto e consciente de seu papel na sociedade, é algo revolucionário”.
Ao depois, os jovens puderam, de maneira breve, apresentar ao grupo um pouco do que pensaram de ações para implementar as metas dos ODS que receberam. Os participantes se desafiaram a multiplicar, em suas unidades, os conteúdos trabalhados noEncontro, principalmente o ODS pelo qual cada um ficou responsável. Os educadores responsáveis que acompanharam os grupos durante o Coração Solidário também vão dividir a responsabilidade de efetivar os ODS nos espaços de missão.
No encerramento do Encontro, todos os participantes firmaram o compromisso de retornar para as unidades e apresentar os trabalhos desenvolvidos nas plenárias, mantendo os responsáveis pela organização do evento informados sobre os desdobramentos das ações feitas. 



8 de novembro de 2017

No dia 29 de setembro de 2017, o Centro de Referência em Direitos Humanos - CRDH realizou uma oficina para educadoras que trabalham no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) para Crianças e Adolescentes e na Educação Infantil no Lar de São José em Porto Alegre.
A oficina teve como foco a disseminação dos direitos e garantias previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Após a apresentação das educadoras e de um breve apanhado histórico do conceito de Direitos Humanos, as participantes dividiram-se em grupos e receberam uma série de artigos do ECA que versavam sobre direitos do adolescente trabalhador, ato infracional, “lei da palmada”, educação, direitos fundamentais, direito à convivência familiar e medidas de proteção, entre outros.  
Optou-se por fornecer aos grupos artigos que se relacionassem diretamente com os problemas e questões que estes profissionais enfrentam no cotidiano de sua Instituição, em especial os artigos sobre o dever de relatar casos de abuso e violência aos órgãos competentes, estando o professor/diretor/educador da Instituição sujeito a penas criminais e administrativas em casos de omissão ou de conduta que cause vexame a alguma criança e adolescente.
Após debaterem entre si os artigos que receberam, cada grupo trouxe os artigos que acharam mais relevantes para o restante da turma. Com isso, surgiu um animado e caloroso debate sobre a efetividade da Lei, que muitas vezes não é cumprida, bem como sobre as formas de se melhorar o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.

Ainda, muitos dos presentes não conheciam, em detalhes, alguns aspectos da legislação sobre a criança e o adolescente. Por isso, ao final, distribuiu-se tanto exemplares do ECA, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, para que as profissionais da Instituição pudessem aprofundar os conhecimentos adquiridos e disseminá-los em sua entidade.

1 de novembro de 2017

No dia 26 de outubro de 2017, a AVESOL e o Núcleo de Voluntariado AVESOL / PUCRS  realizaram no Centro de Pastoral e da Solidariedade  da PUCRS, o Encontro com as Instituições parceiras  do Programa de Voluntariado da AVESOL.
A pauta do encontro foi a apresentação das reformulações do Projeto de Voluntariado do Núcleo de Voluntariado AVESOL / PUCRS,  uma breve apresentação de cases de boas práticas de Instituições  parceiras, onde o Voluntariado está se estruturando, e um feedback com as mesmas sobre o processo de envio e acompanhamento dos Voluntári@s.
 Para que as ações resultem em transformações verdadeiras para a sociedade, se faz também necessário as implicações destas ações, as questões éticas e jurídicas e um conhecimento sobre gestão de voluntariado.  Nesse ponto foi debatido sobre a importância da documentação e seu preenchimento correto, indispensável para o início do trabalho, dando todo apoio legal tanto para a entidade assim como para o próprio Voluntári@.   
O Voluntariado é uma construção de um mundo mais justo e sustentável, onde as Instituições também ganham, pois inserem valores de responsabilidade individual e social no ambiente de trabalho, promovendo e incentivando uma cultura e cidadania, reafirmando seu compromisso ético, onde as relações sejam duradouras e de confiança com a sociedade.
E como dizia Paulo Freire “ Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.”

Até o próximo encontro!!!!


24 de outubro de 2017

Com cheiro de bala e com coisas de crianças, mas coisas legais do tipo que estimula nossa imaginação, brincamos! Pela segunda vez no ano de 2017 realizamos Feira da Cidadania no Colégio Marista Rosário. Agradecemos essa parceria com um muito obrigado, pois sempre somos bem acolhidos pela comunidade do Colégio Rosário.
Os alunos puderam por alguns dias viver experiências novas, fora do muito eletrônico.  Antigo ou novo depende de quem brinca. Aprender a brincar é sempre bom! As Feiras da Cidadania são assim trocas de experiência e de sentimento.

Ainda durante a feira podemos com auxílio dos grupos exibir uma grande aquisição que vai nos ajudar a divulgar os grupos que compõe a rede. Graças a Rede Nacional de Comercialização Solidária (Rede Comsol)  todos os grupos que compõe a Feira da Cidadania da Rede Ideia foram contemplados com banners, ajudando-os a divulgar seus nomes, suas marcas e cada grupo a fazer seu cartaz. Valeu Instituto Marista de Solidariedade - IMS! Mais uma vez obrigado Colégio Maristas Rosário.


No dia 18 de outubro de 2017, o Hospital São Lucas da PUC, parceiro do Programa de Voluntariado da AVESOL, realizou mais uma edição do Encontro de Formação com os Voluntários do HSL. Com o tema “Empatia, Compaixão e Encantamento”, a atividade foi ministrada pela coach Ana Slaviero, formada em Enfermagem e Administração Hospitalar com pós-graduação em Gestão Empresarial, MBA em Auditoria em Saúde e PNL pelo Instituto Dolphin Tech e Professional & Self Coaching - PSC - Instituto Brasileiro de Coaching. Com participação de grande número de Voluntári@s do HSL, o momento foi de debates, reflexão e aprendizado.

Gratidão por mais uma tarde onde a troca, a experiência e a partilha fez desse momento uma força para acreditarmos em uma transformação social justa e solidária.


Nos dias 27/09 e 06/10 o Centro de Referência em Direitos Humanos - AVESOL realizou três oficinas sobre Direitos Humanos e Cidadania para mais de 100 jovens, entre 14 e 21 anos, participantes do Programa Jovem Aprendiz e Formação para o Mundo do Trabalho da entidade ESPRO - Ensino Social Profissionalizante.
O objetivo das oficinas foi promover a reflexão nos jovens sobre a importância do respeito aos Direitos Humanos para o exercício pleno da cidadania, bem como descontruir certas visões arraigadas no senso comum sobre o conceito de Direitos Humanos.
Assim, foi apresentada aos jovens uma breve linha do tempo sobre os Direitos Humanos e como hoje eles se relacionam e se materializam nos direitos civis, políticos e sociais conquistados ao longo da história. Debateu-se sobre os Direitos assegurados em nossa Constituição Federal e ainda, apontaram-se as principais legislações que asseguram estes direitos.
A cidadania é a expressão concreta do exercício da Democracia. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. Expressa a igualdade dos indivíduos perante a lei, pertencendo a uma sociedade organizada. É a qualidade do cidadão de poder exercer o conjunto de direitos e liberdades políticas, socioeconômicas de seu país, estando sujeito a deveres que lhe são impostos. Relaciona-se, portanto, com a participação consciente e responsável do indivíduo na sociedade, zelando para que seus direitos não sejam violados.
Houve grande participação dos jovens na atividade, os quais questionaram diversos aspectos sobre o conceito de direitos humanos e fizeram questões polêmicas relacionadas ao tema, como a tensão entre os direitos fundamentais à vida, ao julgamento justo e à liberdade religiosa versus práticas culturais/religiosas que relativizam tal conceito. Alguns jovens se posicionaram a favor de penas mais duras como a pena de morte em caso de estupro no Brasil e a intervenção militar. Foi possível perceber que a onda de intolerância crescente no Brasil tem atingido as juventudes e estão baseadas numa leitura superficial da realidade  juntamente com a falta de informações concretas e reflexão sobre os temas. É urgente trazer estes temas a luz dos Direitos Humanos e refletir com os jovens. Somente com informações consistentes sobre direitos e cidadania podemos debater com estes e provocar uma mudança de comportamento que de fato contribuirá para formação de cidadãos mais participativos e conscientes na sociedade além do protagonismo juvenil.
Por fim, inegável concluir que refletir com os jovens o conceito de Direitos Humanos, apresentando uma visão histórica, esclarecendo e instigando dúvidas, colabora, não só na garantia destes direitos, mas também, descontrói alguns mitos e sensos comuns muito propagados hoje em dia sobre o verdadeiro valor e alcance dos Direitos Humanos, promovendo relacionamentos mais saudáveis e contribuindo para a construção de uma sociedade mais tolerante e igualitária entre todos.



19 de outubro de 2017

A escravidão no Brasil foi estabelecida pelos colonizadores europeus, marcou a relação de produção na colônia utilizando-se de mão de obra escrava, práticas que o agronegócio segue utilizando para abrir novas fronteiras e lucrando à custa da vida.
Desde 1970, a Igreja com Dom Pedro Casaldáliga tem denunciado as práticas de trabalho escravo cometido pelo agronegócio, a “opção pelos pobres sempre e sem medo” tornou-se signo de muitos lutadores”
A luta pela erradicação do trabalho escravo sofre uma tentativa de assassinato.
Já não há tabua de salvação para o governo Temer, e mesmo assim busca de todas as formas demonstrar aos poucos apoiadores que ainda restam, que pode ser um bom serviçal dos interesses especulativos do capital se assim for mantido no poder.
Nesta segunda-feira o Ministério do Trabalho publicou uma portaria atendendo os interesses da bancada ruralista, dificultando a caracterização do trabalho escravo a fiscalização e a divulgação do nome das empresas que cometem estas práticas, também ameniza o lado das empresas autuadas facilitando acordos e impedindo que possam ir para a chamada “Lista Suja” do Trabalho Escravo. A ação não passa de uma troca de moedas para salvar pelo voto Michel Temer contra a denúncia criminal que tramita na Câmara Federal.
Todo dia é dia de luta, quando o governo não é do povo. Palavras de ordem necessárias para que possamos garantir o direito à vida.

Douglas Filgueiras -Educador Social


18 de outubro de 2017

O Programa de Voluntariado da AVESOL, realizou   no dia 17 de outubro de 2017 visita a Associação Comunitária Campo da Tuca, localizada na Vila João Pessoa em Porto Alegre, para mais uma parceria e a assinatura do Termo de Convênio.
A Associação tem por finalidade lutar pelo bem comum em todos os aspectos com prioridade para os assuntos referentes a Cultura, Educação e Assistência Social da comunidade. 
O Voluntariado foi um dos assuntos em foco, sempre acreditando que o mesmo é uma tentativa de mudança social através de medidas inclusivas e de impacto. 
Que lutemos por um mundo onde não haja fronteiras, onde a vida seja rica de outras experiências, pois precisamos refletir e fazer mais, por nós e pelo mundo.

Agradecemos a acolhida da Sra. Leci, e pelos educadores da Associação que acreditam em um mundo mais justo e solidário.


16 de outubro de 2017

No dia 11 de outubro, o Deputado Estadual Zé Nunes, também Presidente da Frente Parlamentar de Economia Solidária do Rio Grande do Sul, propôs um Grande Expediente muito propício à conjuntura atual, analisando os avanços e retrocessos da sociedade civil. Infelizmente, o cenário apresenta mais retrocessos, criminalização de movimentos e organizações sociais e perdas de direitos sociais e humanos. O momento exige reflexão, denúncia e articulação. Parabéns ao Deputado pela iniciativa, a AVESOL se sente honrada em participar de um ato de tamanha importância e relevância para a transformação e justiça social e econômica.

Abaixo, segue o texto explanado pelo Deputado Zé Nunes no Grande Expediente na íntegra:

TEMA: A Sociedade Civil e a Manutenção do Estado Democrático de Direito
DATA 11/10/2017 - 14h

“Não há uma boa sociedade sem um bom sindicato e não há um sindicato bom que não esteja dentro das periferias. É necessário estabelecer uma nova ordem mundial em que os interesses da sociedade se coloquem à frente dos interesses do capital. A atuação das entidades sindicais e da sociedade civil devem ser observadas como a forma de construir um novo pacto social”.

Com este pensamento do Papa Francisco começamos este Grande Expediente. Grande Expediente este que pretende contribuir no debate sobre a importância e o papel da SOCIEDADE CIVIL para a manutenção do estado democrático de direito.
PREZADOS senhores deputados e senhoras deputadas, representantes das entidades aqui presentes, movimentos sociais das categorias de servidores públicos do nosso estado, representantes da imprensa e funcionários desta casA, agradeço a presença e desejo UMA ÓTIMA TARDE!
Gostaria de agradecer a presença de meus colegas da bancada do Partido dos Trabalhadores, neste grande expediente e os demais parlamentares desta casa legislativa.
Saudar os integrantes da Mesa:
Deputado Federal, Henrique Fontana
Presidente da CUT , Claudir Nespolo
Presidente da AVESOL, André Luis Dallagnol
Representante da Fetar, Gabriel Santos
Representante do Fórum Gaúcho De Economia Solidária, Rosana Kirsch
Representante da Fetraf e Sindicato dos Bancários, Denise Falkenberg Corrêa
Presidente da Unicafes, Gervário Plucinski
Representante do Movimento Nacional Dos Catadores, Alex Cardoso
Presidente Do Fórum De Pescadores Do Litoral Norte, Leandro Miranda
O termo controle social vem sendo utilizado largamente em várias áreas do conhecimento, mas com sentidos diferenciados, pressupondo a existência de uma MULTIPLICIDADE DE SENTIDOS. Dentro das políticas públicas brasileiras a noção de controle social representa a possibilidade de acompanhamento e monitoramento da sociedade das decisões do governo, empregando um caráter DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL na gestão, promovendo diálogo entre sociedade civil e Estado, e a necessária fiscalização das ações da esfera pública.
A noção de democracia participativa vem alimentando muitas discussões no país, representando um ideal defendido por muitos autores, sobretudo em relação às críticas tecidas ao período da ditadura militar. O Brasil ingressou na democracia após as amargas experiências da ditadura militar, que durou de 1934-1945 e 1964-1985. Esse período teve no autoritarismo a base de sustentação do seu poder, o qual restringiu a participação da sociedade nas decisões do governo com práticas repressivas, de censura e perseguições de toda natureza. Diante desse cenário, grupos politizados e mobilizados (movimentos sociais e militantes) se organizaram na esfera da sociedade civil contra o regime militar.
As mobilizações sociais de contestação à ditadura e de construção de uma nova democracia contaram com a participação de diferentes segmentos sociais (de gênero, étnico-racial, jovens, moradia, camponeses, intelectais, entre outros), sindicatos, Organizações não Governamentais (ONGs), além de setores progressistas da Igreja Católica, por meio das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em várias paróquias em todo país e de outras manifestações religiosas.
Como resultado da pressão social dos movimentos da sociedade civil, em 1988 foi promulgada a atual Constituição Federal Brasileira, a qual incorporou as noções de democracia e de controle social, por meio da participação popular. Implementando mudanças no contexto sociopolítico do país, principalmente no tocante aos direitos socais e à gestão das políticas públicas, incluindo as sociais. A inovação democrática provocada pelos movimentos de lutas sociais e incorporada na Constituição de 1988 tem como propósito alargar os espaços públicos e incluir a pluralidade dos atores sociais no debate sobre temáticas da Política que passaram a ser concebidos através da participação coletiva.
Com a redemocratização do país e a Constituição de 88, houve no Brasil um novo arranjo institucional que trabalhou na lógica de pluralismo de interesses. Em decorrência disso, houve uma nova visão da relação estado/sociedade. Com esse pluralismo houve um novo cenário e uma nova tomada de consciência sobre os direitos dos cidadãos/ãs, liberdades individuais e coletivas foram intensificadas. Os sindicatos, associações, manifestações individuais e coletivas adquiriram um novo contorno. Os sindicatos, livres junções de pessoas na defesa dos seus direiros, foram fortalecidos. A partir daí, muitas conquistas dos trabalhadores foram reconhecidas. A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, criada em 1939, no governo Getúlio Vargas, teve o real reconhecimento com este novo pluralismo na sociedade brasileira.
A partir destes fatos concatenados, tivemos uma maior visibilidade, empoderamento e emancipação das camadas populares. Porque os grupos sociais, pós ditadura militar, tiveram seu reconhecimento e atendimento de parte de suas reivindicações.
Nos anos 80, os Orçamentos Participativos (OP) se constituíram como um novo paradigma de formas de democracia participativa contemporâneas, especialmente em nível local. Esta forma institucional de participação social, onde se destacou o caso de Porto Alegre (1989- 2003), foi entendido e recebido como uma inovação democrática.
Resultante das interações entre os diversos atores da sociedade civil e gestão pública, o ORÇAMENTO PARTICIPATIVO SE TRANSFORMOU EM UMA REFERÊNCIA da cidadania, reconhecido internacionalmente pelo banco mundial, aproximando direitos e deveres entre governantes e o conjunto da população na definição do orçamento público. Tendo inclusive, prezados deputados e deputadas, motivado vários estudos (dissertações e teses) em vários países. Principalmente na europa, SE TRANSFORMANDO ASSIM NUM POTENTE INSTRUMENTO POPULAR DE DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, REFÊNCIA NO RIO GRANDE DO SUL, no BRASIL E NO MUNDO!
O Orçamento participativo de Porto Alegre serviu de modelo a cidades do mundo todo e foi a razão para a capital gaúcha ser escolhida para sediar o fórum social mundial em suas primeiras edições. A partir de 2003, iniciou-se um esforço sistemático de incorporação de formas de interação com a sociedade civil em diferentes áreas de atuação do governo federal.
O avanço do processo democrático, a chegada ao governo de forças de esquerda ligadas aos movimentos sociais e a institucionalização de uma série de espaços de discussão e de fortalecimento das políticas públicas reafirmam o padrão de relação e o sentido que tem a atuação dos movimentos sociais.
A organização social e participação da sociedade civil tiveram um papel fundamental nas enormes mudanças pelas quais o Brasil passou. As pautas dos atores sociais foram incorporadas pelos governos nos processos decisórios, contribuíndo assim às enormes mudanças no nível político e no nível material do nosso país, promovendo inversão de prioridades. A participação da sociedade civil teve desafios e influência em processos que, em parte, inverteram as prioridades em favor de grupos tradicionalmente “desfavorecidos”. Ainda mais quando se trata de desafios que exigem a redefinição do papel, do tipo e da forma das relações historicamente estabelecidas entre os atores estatais, da sociedade civil e os do mercado. Novas formas de organizações e relações sociais foram estabelicidas. Os movimentos sociais conquistaram voz, vez e oportunidades!
A economia solidária, A TÍTULO DE EXEMPLO, remete a um processo de autogestão, criando novas possibilidades para pessoas excluÍdas do sistema de emprego formal. A economia solidária começa a se constituir a partir da atuação de atores sociais que colocam em pauta e tornam público os desafios do debate sobre uma outra economia, que propõe a substituição da competição pela cooperação, construíndo um modelo de baixo para cima, colocando o indivíduo no centro da prioridade.
No caso brasileiro, a economia solidária se integra no processo de lutas sociais por cidadania, um termo altamente simbólico e mobilizador. Isto remete tanto à necessidade de abertura dos espaços propriamente políticos, historicamente autoritários e restritos às elites oligárquicas, quanto ao reconhecimento e ao acesso da grande maioria da população a direitos sociais básicos, numa sociedade na qual o crescimento econômico gerou bem-estar para poucos. Entre outras formas de organização e relação social, podemos citar o empoderamento do campo e dos agentes sociais do meio rural. Mulheres e homens que participaram e participam ativamente NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO, de CONQUISTAs E DE CONTROLE SOCIAL no meio rural gaúcho e brasileiro.
O crescimento e a diversificação de representações no meio rural, na sociedade civil rural, que os movimento sociais passaram a ter, fizeram com que o leque de pautas também se ampliasse. Algumas dessas questões incluíram a reivindicação de políticas específicas para um público que passou a ser reconhecido sob a nova denominação de agricultores familiares. Este público, historicamente foi pouco beneficiado pelas políticas públicas e abandonados ao longo da história, marginalizados e discriminados e sem inserção na vida ativa nacional. No país em termos de agricultura, apenas uma parte da agricultura recebia atenção do estado, tinha políticas próprias bem definidas, e crédito em abundância, e assim uma certa garantia para se manter no campo.
A noção de agricultura familiar passou a fazer parte do discurso político referente às questões agrárias e agrícolas e a um novo modelo de desenvolvimento com participação social no país. Mas estas conquistas, esta visão de mundo, este projeto político de cunho democrático e popular, com propósito de descentralização político-administrativa e participação EFETIVA, ainda enfrenta a histórica “tradição autoritária brasileira”. Esta tradição autoritária brasileira diz respeito à presença de “resquicios do regime ditatorial”, que não se limita ao mundo político, mas avança sob as várias dimensões da vida social.
Este “resquício do regime ditatorial”, infelizmente, permanece presente hoje em dia no nosso estado e no brasil. Resquício ditatorial que se manifesta de diversas formas. Com repressão a todo e qualquer pensamento que seja alicerçado na liberdade de expressão, de cultura, de gênero, racial, de culto religioso, sexual e de manifestação livres. Gestos bárbaros, irracionais vêm se disseminando em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e no Brasil. Grupos de extrema direita, de cunho fascista, têm provocado repulsa e medo na sociedade com suas práticas de extrema agressividade e intolerância. Toda mobilização dos movimentos sociais, manifestações democráticas, legítimas e dignas, hoje no Rio Grande do Sul e no Brasil, tendem a ser violentamente reprimidas.
A retomada no Brasil, pós 2016, das idéias neoliberais, abriu espaço para a propagação de discursos que colocam o Estado e os seus servidores como responsáveis pela grave crise econômica que atravessamos. Errado! O neoliberalismo representa privatizações, ausência de políticas sociais, desemprego, baixos salários, SUBEMPREGOS, aumento das diferenças sociais, concentração de renda nas mãos do rentismo, EXCLUSÃO, empobrecimento e apriosiona a soberania da nação! O neoliberalismo no país, ontem e hoje, reduz as funções públicas do Estado, compromete o futuro da sociedade, e compromete a democracia.
Estamos vivendo tempos nebulosos. Tempos de regime de exceção. É PRECISO RESISTIR! POIS NÃO VAMOS NOS INTIMIDAR! Vamos nos mobilizar, caminhar adelante! E AVANÇAR!

VAMOS AVANÇAR enquanto sociedade, enquanto SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA. Sociedade civil que através do conjunto de suas representações, movimentos sociais, organismos e instituições atuam sem fins lucrativos e que executam compromissos práticos em atividades sociais adotando flexibilidade operacional de pessoas privadas, sendo conceituados como terceiro setor.
O terceiro setor fica justamente entre o primeiro setor (estado) e o segundo setor (mercado). Tendo como premissa uma nova dinâmica social e democrática, em que as relações são orientadas pelos laços de solidariedade entre os indivíduos, o espírito de voluntariado e a estruturação de consensos na busca de ações concretas para o bem-estar do conjunto da população. Nas últimas décadas, o Terceiro Setor vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Para ter-se uma ideia, estimativas apontam que 12 milhões de pessoas estão envolvidas de algum modo com estas atividades. Os dados apurados pelo IBGE apresentam o Terceiro Setor com participação oficial de 1,4% na formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Sabidamente, a sociedade civil organizada tem fomentado consciência crítica a favor da responsabilidade social, com base no entendimento de que a construção da cidadania é uma forma de melhoria da qualidade de vida de cidadãos e da sociedade como um todo. exigindo transparência nas ações de todos os poderes. Podemos definir responsabilidade social como o compromisso que a pessoa jurídica ou física tem com os valores da sociedade por meio de atos ou atitudes que afetam positivamente ou ajudem na construção da cidadania. Atitudes estas embasadas em valores éticos e morais baseados na solidariedade.
Portanto, as expectativas de fortalecimento da participação social foram ressignificadas ao longo das últimas décadas no Brasil. Antes do golpe. Antes do ilegítimo governo de Michel Temer.
Temos muitos obstáculos à democratização PLENA do Estado e da sociedade brasileira. Mesmo com o ensaio de uma nova configuração histórica, com governos comprometidos com a participação social e quase três décadas de institucionalidade democrática, comungam velhas e novas dificuldades na construção da cidadania no Brasil.
A ideia de Estado ampliado, defendida por Antonio Gramsci, não se configura no cenário brasileiro atual. Tendo em vista o modo como o próprio Estado vem conduzindo sua relação com a sociedade civil e o mercado. O uso inapropriado da participação social, como mecanismo democrático de aproximação da sociedade civil por parte do Estado e do próprio mercado, impede seu fortalecimento em bases efetivamente democráticas. Nas quais seria possível discutir interesses e elaborar políticas públicas voltadas para as demandas sociais. A compra de apoio parlamentar por meio de emendas e do uso inadequado do orçamento público para evitar o prosseguimento da denúncia contra o chefe do poder executivo federal é um dramático exemplo da grave crise política e institucional que estamos atravessando e que ameaça o estado democrático de direito. Segundo pesquisas divulgadas em escala nacional, 97% de brasileiras e brasileiros exigem a destituição do atual presidente da república.
Muitos autores apresentam a participação social como fator relevante e elemento diferenciador entre os objetivos dos movimentos sociais e o ideário neoliberal em disputa no cenário político brasileiro pós-redemocratização. Neste sentido estamos vivendo graves retrocessos!
Atualmente os movimentos sociais estão sendo criminalizados. Manifestações democráticas estão sendo reprimidas. O discurso de intolerância e ódio estão sendo exaltados aprofundando o ambiente do estado de exceção. A democracia é um valor inegociável, nosso esforço coletivo deve ser para conceber alternativas concertadas de superação da grave crise política, econômica e institucional que o Brasil e o Rio Grande do Sul atravessam, criando condições para um novo contrato social. Os direitos dos trabalhadores devem ser respeitados, não admitiremos nenhum retrocesso na reforma previdenciária e exigimos a revogação da reforma trabalhista. Vamos lutar incansavelmente ao lado de camponeses, agricutores, pescadores e operários, mulheres e jovens que estão em marcha, vigilantes contra os atos de um poder central ilegÍtimo.

À luta, companheiras e companheiros. Os tempos são de graves ameaças, mas venceremos em defesa do Estado Democrático de Direito! Só assim resistiremos e vamos avançar!


Muito obrigado!




11 de outubro de 2017

No dia 10 de Outubro de 2017 o Programa de Voluntariado da AVESOL, realizou uma visita para firmar a parceria, na Instituição AMRY (Associação de Mães Rita Yasmin) ,   localizada no bairro Restinga em Porto Alegre, que trabalha pelo bem estar e pelos direitos de crianças especiais e suas famílias.
O momento foi de partilha sobre o trabalho Voluntário, pois é um conjunto de ações de interesse social e comunitário, em que a atividade desempenhada reverte-se a favor do serviço, pois é onde o Voluntári@ se engaja, participa  e contribui para  um mundo mais justo e solidário.
Agradecemos a acolhida da presidente da AMRY, Sra. Antônia, que nos emocionou mais uma vez com seu carinho e dedicação a todos os atendidos da Instituição.

Continuamos acreditando que o Voluntariado é movido por valores de participação   e solidariedade, por uma transformação social mais justa.




3 de outubro de 2017

O tema “Fortalecendo Nossos Sonhos” com “Princípios e Valores” conduziu o debate no Encontro Regional Fronteira Oeste na Casa de Economia Solidária em Santana do Livramento nos dias 27 e 28 de setembro.
O encontro contou com a presença de representantes do movimento de economia solidária dos municípios de Alegrete e Rosário do Sul, também estiveram presentes empreendimentos econômicos solidários do município de Santana do Livramento Mulheres que Faz, Teares do Sul, Costu’Arte e integrantes da Casa de Economia Solidária.
O quinto encontro do projeto Multiplicando Ideias finalizou um ciclo de formação pelo Estado do Rio Grande do Sul tendo como fio condutor de um debate inclusivo relacionando os princípios da Economia Solidária com a Campanha da Fraternidade Ecumênica.
O projeto possibilitou ampliar as ações de assessoria e formação do Programa Comunidade Produtiva permitindo mais pessoas receber formação em Rede.
A violação dos direitos humanos tem tido espaço para amplo debate na Igreja Católica e tem provocado campanhas nacionais capazes de dialogar com povo.
Ao término do encontro saímos com a certeza de que não estamos sós, são milhares de empreendimentos econômicos solidários que estão construindo um novo mundo, criando valores humanos baseado no respeito a diversidade e na justiça social e econômica.

Agradecemos a linda acolhida que recebemos de todos os EES e da Casa de Economia Solidária de Santana do Livramento.




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