31 de outubro de 2016

No dia 26 de outubro de 2016 foi realizado o último Café com Direitos do Ciclo 2016 no Centro de Referência em Direitos Humanos – AVESOL. Seguindo os planejamentos do mês, que discutiu Direitos das Crianças e Adolescentes, contou-se com a presença de Haide ( Educadora Aposentada, Militante dos Direitos da Criança e Juventude, Fundadora do MDCA, Conselheira do FMDCA, 1ª Gestão do CMDCA); Fabiane (Assessora da Deputada Estadual Manuela, Participou do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, ,atou na Secretaria Nacional da Juventude, participou da  1ª Conferência Nacional da Juventude-2008); e Bruna (Participante do Programa Jovem Aprendiz, Curso Turismo Ecológico nas Ilhas)
            Nem sempre é possível compreender as dificuldades e violências que as crianças e adolescentes passam sem conhecer suas realidades de perto, como relata Haide. “Cair no morro é cair na vida”. Os Direitos dos jovens parecem não sair do papel e não compreender os desafios que os meninos e meninas podem ter no dia-a-dia. Embora a Constituição Federal tenha avançado muito no reconhecimento dos direitos das crianças e adolescentes e seja uma das mais avançadas do mundo, não se pode afirmar que o Estado cumpre com os Direitos inscritos no Artigo 227 de proteção a “de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
            Para a efetiva proteção das crianças e adolescentes, é de suma importância considerar as diferenças entre cada indivíduo. Embora todos sejam “iguais perante a lei”, para que a proteção e manutenção de uma vida plena, saudável e segura a todas e todos os jovens, deve-se promover equidade ao invés de igualdade para todos. Deve-se considerar as dificuldades específicas de cada criança e adolescente ao invés de promover a ilusória igualdade de oportunidades, e observar as questões especiais de cada um, envolvendo raça, gênero, etnia, classe, origem, orientação sexual, deficiência e história pessoal, como está previsto no parágrafo adicionado à lei em março de 2016.


            Alcançar este objetivo não é nada fácil, mas só é possível avançar com a luta e união de todas as pessoas que possuem paixão e fé na militância para ajudar as crianças e adolescentes. Os movimentos sociais são a base da luta para efetividade da proteção às crianças e adolescentes, pois estão constantemente atentos sobre os grupos mais vulneráveis a agressões. Um bom exemplo citado foi a luta pela proteção às crianças na primeira infância. Fabiane explana como é necessário desvincular-se de padrões patriarcais que acreditam que o cuidado à primeira infância é dado apenas à família (e, sobretudo, à mãe), e começar a compreender que o cuidado às crianças deve ser interesse coletivo.
            Por fim, contamos com a brilhante participação de Bruna, que participa do programa Jovem Aprendiz. Ela defendeu como projetos para adolescentes como este são capazes de dar voz para os jovens. O curso oferece uma formação humana, cria senso crítico e gera debates, e convida todos a repensar a função dos jovens do país, desejando jovens que sejam “protagonistas do que queremos”, que discutam seus direitos e que empoderem. O debate, portanto, seguiu com os relatos de experiência de diversas adolescentes no Café, discutindo questões de racismo e empoderamento feminino e negro na escola e como é importante ter espaço de discussão sobre direitos dos jovens nos dias de hoje, com tantas violações de Direitos Humanos no país.

Para maiores informações, consulte o Estatuto da Criança e Adolescente:





O Hospital São Lucas da PUCRS, parceiro do Programa de Voluntariado da AVESOL, realizou no dia 26/10/2016 no Anfiteatro José Otão do HSL, o encontro de Volunt@rios do hospital.
O tema  foi “Espiritualidade e Sensibilidade no cuidado com a Vida”, com o palestrante Sr. Osvino Toiller, integrante da Diretoria do Sindicato das Escolas Particulares, com experiência em palestras para pais e professores com temáticas ligadas a Educação, autoestima e motivação.  O momento foi de exposição sobre o atual momento da nossa Educação, e sua importância no desenvolvimento do ser humano.
Seguindo a palestra, a autoestima foi um ponto forte, pois sem a mesma não temos como nos doar e ajudar a quem necessita de nossa força e principalmente do amor, sentimento maior de troca e cuidados. Foi um momento de partilha e introspeção, para refletirmos os reais valores necessários ao nosso crescimento. E  após, um café para confraternizarmos juntos mais esse encontro .

“Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei”. (Corintians13,2).




24 de outubro de 2016

A ONG Doutorzinhos, parceira do Programa de Voluntariado da AVESOL,  junto com o Centro de Referência em Direitos Humanos- AVESOL (CRDH)  e com os integrantes de grupos da Rede Ideia,  realizou  de nos dias 14, 21 e 28 de Setembro  e 5 e 19 de Setembro de 2016,  a Oficina “Brincando na Melhor Idade”. Foi uma oportunidade de investigação d linguagem poética do palhaço, através de jogos, exercícios e improvisações, em que os participantes entraram em contato com o palhaço dentro de si,  a relação com a vida e expressando seus sentimentos,  pois  é assim que o aprendizado se aperfeiçoa.
Participaram da oficina 9 mulheres, que se dedicaram com afinco e leveza às atividades propostas. Através de jogos lúdicos adaptados a Melhor Idade e ao desenvolvimento do grupo, a pessoa passou a entender melhor a si mesmo, trabalhando seus sentimentos, se sentindo bem consigo e assim com o outro, pois se trabalha o “dentro para fora”.

Por meio de muitas brincadeiras, descobertas e trocas, o grupo partilhou e aprendeu, que brincando também  se aprende! Além do mais, Economia Solidária é também expressão de cultura.





21 de outubro de 2016

AVESOL esteve na tarde do dia 19 de outubro na sede da AGAI Associação Gaúcha de Artes Integradas junto com a assessoria de comunicação dos Correios, para fazer o registro das atividades do grupo. A Empresa Correios e Telégrafos está entre as 10 entidades selecionadas pela Assembleia Legislativa concorrendo ao Prêmio de Responsabilidade Social. A experiência que está sendo apresentada é parte de nosso trabalho. A AVESOL recebe parte dos resíduos dos Correios e através do Programa Comunidade Produtiva repassa aos Empreendimentos Solidários que utilizam como matéria prima para sua produção criando bolsas, mochilas entre outros produtos a partir dos uniformes e malotes.

A Economia Solidária tem sido a expressão antagônica da forma como o sistema se organiza, pois, as práticas usadas para o desenvolvimento econômico e social busca o respeito nas relações de trabalho e do meio ambiente.




7 de outubro de 2016

O Hospital São Lucas, parceiro do Programa de Voluntariado da AVESOL, realizou no dia 05/10/2016, quinta-feira, a segunda etapa do Projeto “Memórias Afetivas” com o grupo da Melhor Idade do Clube de Mães Aparecida, no Campo da Tuca.
Com a presença de colaboradores/voluntários do Hospital São Lucas e da AVESOL,  o mesmo começou com o “embelezamento” das participantes, com a Voluntária da equipe de cosméticos Mary Key, que maquiou a todas, dando um toque de beleza e carinho a cada uma presente.  Após, houve a partilha de suas vivências, seus momentos especiais de vida, deixando suas emoções e sentimentos fluírem para um clima de conversa amenas e sinceras.
Para encerrar esse momento especial, as crianças atendidas  pela Instituição, fizeram uma homenagem   aos idosos, com música, brincadeiras de roda ( sim afinal todos fomos e sempre seremos crianças), e entregando a cada  participante  uma lembrança desse dia.
E como o momento foi de comemoração, não faltou a torta e o chá, em clima de bom humor, risadas e alegrias.
Gratidão por podermos compartilhar de momentos tão especiais como esse.


“Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé” ( George Sand)





5 de outubro de 2016

Durante uma tarde ensolarada, no dia 30/09/2016 realizamos oficina sobre "Direitos Humanos e Educação Infantil" com 12 educadoras da Escola de Educação Infantil São Guilherme - Partenon/POA. Estávamos diante de trabalhadoras comprometidas com a educação e processos pedagógicos transformadores, no entanto, fragilizadas pelas situações de violência encontradas no cotidiano de trabalho. Neste sentido, entendemos a necessidade de promover um momento de mística (vivência) entre as educandas como forma de sensibilização, troca de afetos e compartilhamento de saberes. Sendo o mês das crianças, porque não brincarmos também? Por isso provocamos um momento lúdico de resgate de uma infância passada em que cada uma pode retornar a um tempo vivido, buscando sentidos e referências pessoais para o trabalho com as crianças. Instantes que trouxeram largos sorrisos e muita conversa. A ideia central era promover uma "troca de lugares", onde as educadoras pudessem se pensar como as crianças que estas atendem, buscando entender de que forma elas se expressam, brincam e se relacionam. Ao serem questionadas sobre o papel delas na educação das crianças, de forma unânime nos relataram sobre as dificuldades de relacionamento entre escola (educadoras) e familiares dos/as educandos/as, produzindo sentimentos de desvalorização e impotência. Momento oportuno para falarmos sobre formas de violências, seus reflexos e impactos na vida das crianças, reconhecendo as diferenças socioculturais como forma de compreender que, conceitos e valores são produtores de distintos sentidos para cada pessoa e/ou grupo social. 
E como forma de explorar potências, pedimos às educandas que construíssem um mapa do território, indicando todos serviços públicos (ou não) existentes no bairro, apontando aspectos positivos e negativos da região. Esta dinâmica proporcionou troca de saberes entre elas, bem como, um pensar sobre possíveis articulações em rede, enquanto estratégia de fortalecimento dos vínculos entre os membros da comunidade escolar (escola, mães, pais, responsáveis). E neste movimento contraditório de fragilidade x fortalecimento, encontramos mulheres e jovens, dispostas a enfrentar as violências cotidianas visando a garantia de uma educação infantil transformadora e libertadora.

Por fim, quanto a nós do CRDH, ao atendermos educadoras comprometidas com uma educação de qualidade, fortalecemos também nossa luta pela defesa dos direitos humanos enquanto, direito à vida. E nesta ciranda da vida, todos cirandamos de mãos dadas, coletivamente, buscando garantir o direito de crianças a viverem uma vida sem violência. Gratidão!




Querid@s Voluntários!

Disponibilizar os talentos e o tempo à serviço de uma causa é um dom e também exercício de cidadania. Dessa forma, olhar para nossas práticas, refletir e avaliar é um processo importante para direcionar objetivos maiores para a transformação social. Por isso convidamos a todas e todos, para o Encontro de Formação de Voluntári@s. Será na terça -feira, dia 25 de Outubro, com a temática "Cultura da Solidariedade e do Assistencialismo: diferenças e desafios”. 
Vamos assumir juntos o comprometimento com a solidariedade e justiça. Venha conosco participar!

"Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade." (Cora Coralina)

Data: 25 Outubro de 2016
Horário: 18h às 19h30min.
Local: Centro de Convivência dos Professores- prédio 22 /térreo – PUCRS


O Centro de Referência em Direitos Humanos da AVESOL vem, por meio desta, expressar solidariedade com a população dos países da região do Caribe que estão sendo afetados pelo Furacão Matthew, em especial o Haiti. Entendemos que os Haitianos e Haitianas vivendo fora do seu país estão apreensivos com entes queridos deixados na sua terra natal.
A tempestade, considerada a mais forte a afetar a região do Caribe em mais de uma década, já passou pelo Haiti, República Dominicana, Cuba e agora avança na direção dos Estados Unidos. Se faz necessário um cuidado especial com as populações mais vulneráveis, como idosos, mulheres, crianças e pessoas com deficiência, que podem ser especialmente prejudicadas em situações de desastres naturais.

O CRDH AVESOL se coloca à disposição dos Haitianos e Haitianas residentes em Porto Alegre, no que possamos contribuir para amenizar as preocupações deste momento.


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