5 de outubro de 2016

Durante uma tarde ensolarada, no dia 30/09/2016 realizamos oficina sobre "Direitos Humanos e Educação Infantil" com 12 educadoras da Escola de Educação Infantil São Guilherme - Partenon/POA. Estávamos diante de trabalhadoras comprometidas com a educação e processos pedagógicos transformadores, no entanto, fragilizadas pelas situações de violência encontradas no cotidiano de trabalho. Neste sentido, entendemos a necessidade de promover um momento de mística (vivência) entre as educandas como forma de sensibilização, troca de afetos e compartilhamento de saberes. Sendo o mês das crianças, porque não brincarmos também? Por isso provocamos um momento lúdico de resgate de uma infância passada em que cada uma pode retornar a um tempo vivido, buscando sentidos e referências pessoais para o trabalho com as crianças. Instantes que trouxeram largos sorrisos e muita conversa. A ideia central era promover uma "troca de lugares", onde as educadoras pudessem se pensar como as crianças que estas atendem, buscando entender de que forma elas se expressam, brincam e se relacionam. Ao serem questionadas sobre o papel delas na educação das crianças, de forma unânime nos relataram sobre as dificuldades de relacionamento entre escola (educadoras) e familiares dos/as educandos/as, produzindo sentimentos de desvalorização e impotência. Momento oportuno para falarmos sobre formas de violências, seus reflexos e impactos na vida das crianças, reconhecendo as diferenças socioculturais como forma de compreender que, conceitos e valores são produtores de distintos sentidos para cada pessoa e/ou grupo social. 
E como forma de explorar potências, pedimos às educandas que construíssem um mapa do território, indicando todos serviços públicos (ou não) existentes no bairro, apontando aspectos positivos e negativos da região. Esta dinâmica proporcionou troca de saberes entre elas, bem como, um pensar sobre possíveis articulações em rede, enquanto estratégia de fortalecimento dos vínculos entre os membros da comunidade escolar (escola, mães, pais, responsáveis). E neste movimento contraditório de fragilidade x fortalecimento, encontramos mulheres e jovens, dispostas a enfrentar as violências cotidianas visando a garantia de uma educação infantil transformadora e libertadora.

Por fim, quanto a nós do CRDH, ao atendermos educadoras comprometidas com uma educação de qualidade, fortalecemos também nossa luta pela defesa dos direitos humanos enquanto, direito à vida. E nesta ciranda da vida, todos cirandamos de mãos dadas, coletivamente, buscando garantir o direito de crianças a viverem uma vida sem violência. Gratidão!




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