27 de julho de 2016


Aconteceu nos dias 19, 20, 21, 25 e 26 de julho de 2016 o processo de seleção para novos Doutorzinhos. Foram 519 inscritos, sendo 146 interessados em fazer parte de um projeto de doação e muita solidariedade.

A ONG Doutorzinhos atua em seis (6) hospitais e uma (1) entidade social, sempre levando aos pacientes, acompanhantes e equipe de profissionais, grandes doses de amor, de carinho e de muitas risadas. Os Doutorzinhos são voluntári@s, dedicando parte de sua vida no treinamento em “ser palhaço”, com comprometimento, dedicação e levando amor a quem precisa.

A AVESOL além de participar do processo de seleção, também efetiva o Voluntariado por meio de documentação legal, formação e organização social comunitária. Infelizmente faz-se necessário a escolha de algumas pessoas para atuar na ONG Doutorzinhos, visto que o processo de formação e trabalho nos hospitais exigem critérios delicados e acompanhando permanente dos voluntários. Lidar com saúde e doença é uma linha limítrofe entre o bem estar e a vulnerabilidade. Contudo, todos os interessados também ser voluntári@ em outras Organizações Sociais parceira da AVESOL.

Parabenizamos a todos e todas que participaram desse processo conosco!

Voluntariado adote essa ideia!


SELECIONADOS Julho 2016:

Ana Carla Adorian
Anderson Marques Pinto
André Luis Souza do Nascimento
Andressa Soares de Andrades
Bianca Pimentel Zacouteguy
Bruna Pires Alfonsin Cardoso
Gabriele Lopes Meireles da Rocha
Hilda Helena Fernandes Silva
Italo Luan Cruz de Almeida
Izabella Rodrigues Rosa
Karen Kasper Tadros
Ligia Maite Avila
Mayara Casagrande Batista da Silva (desistiu do processo de seleção)
Monica Smith
Priscilla da Silva Freitas
Régis Fabricio Conceição
Ricardo Dias Del Mauro
Richard Bruno da Silva
Roberta Borsatto
Rodrigo de Freitas Miranda 
Talita Menger Silveira

SUPLENTES
1 - Karen Kasper Tadros (selecionada)
2 - Ruthely Alves Neri
3 - Giovanni Modica Freitas Cabral
4 - Luciana Bresolin Vieira
5 - Eduarda Houayek








22 de julho de 2016

Por ser entidade parceira da AVESOL, principalmente do Programa de Voluntariado, o MDCA – Movimento pelos Direitos da Criança e do Adolescente convidou o Centro de Referência em Direitos Humanos para aplicar oficina sobre Violências e Violações de Direitos Humanos, no Encontro de Formação de Educadores, realizado no último dia 18, na Escola Gema Belia.
A metodologia utilizada pela equipe do CRDH foi a adaptação do jogo “Fuxico”, desenvolvido por estudantes de pedagogia da UFSC, em 2011, para trabalhar conceitos e fatos importantes sobre gênero, sexualidade, racismo, discriminação, legislação e políticas públicas específicas que combatem as violações de direitos humanos.
A dinâmica consiste em formar grupos, cujo mediador ou mediadora escolhe uma cartela contendo um “conceito” ou uma “variedade”. Após, o(a) mediador(a) lê algumas dicas que incentiva o grupo a pensar sobre conceitos como violência de gênero, ações afirmativas e sexismo, ou variedades como a Declaração Universal dos Direitos Humanos ou a política Brasil Sem homofobia. Os acertos do grupo determinam seu avanço no tabuleiro de 50 casas.

No debate posterior, foi discutida a importância dos conceitos teóricos que explicam processos sociais e contribuem para a inclusão de grupos antes invisibilizados e do reconhecimento das suas diferenças. Também se concluiu que leis, conceitos, políticas e metodologias são instrumentos importantes para a litigância e a educação em Direitos Humanos, aproximando teoria e prática. Os conceitos e teorias acadêmicas não devem mistificar a realidade, como vem ocorrendo com a chamada “ideologia de gênero”, por exemplo, mas devem antes explicar fenômenos que, sem tais aportes e discussões renovadas, ficavam à margem da atenção dos pesquisadores, das entidades sociais e dos defensores de direitos humanos. Por fim, destacou-se que o acesso à informação através da internet tem possibilitado aos jovens debater e se apropriar de discussões antes deixadas de lado, o que força os(as) educadores(as) a manter constante atualização, tanto na teoria quanto nas metodologias lúdicas de ensino e aprendizado. 



18 de julho de 2016

A AVESOL acompanhou a participação dos empreendimentos econômicos solidários da Rede Ideia-Cultivando o Amanhã durante a Feira Latino Americana de Economia Solidária, em Santa Maria. Fomos a maior rede solidária presente no evento, estivemos com 70 trabalhadoras/es da Ecosol.
A Rede Ideia também participou do Encontro Regional Sul da Rede de Comercialização Solidária (Rede Comsol), promovido pelo Instituto Marista de Solidariedade - IMS, por meio de dois integrantes, que foram referendados na assembleia da Rede Ideia, representando a Feira da Cidadania.
1° Dia - Estivemos presentes na formação organizado pelo Fórum Gaúcho de Economia Solidária afirmando a necessidade de nossa independência política construindo como estratégia ações de autofinanciamento. Muitos companheiros de outros estados também se fizeram presente compartilhando suas experiências e reafirmando sua posição em apoio a democracia em nosso país. 
2° Dia - A experiência de comercialização durante a feira enriqueceu o espírito coletivo da Rede Ideia, pois tivemos que nos dividir para participar das atividades que o evento proporcionava. Alguns de nossos companheiros participaram das formações nas salas do Colégio Irmão José Otão, enquanto outros comercializavam.
No sábado, a Assembleia Popular do Movimento Nacional de Economia Solidária teve como ponto de unidade a defesa da democracia e a necessidade de superação das relações de trabalho. Afirmou-se a necessidade de seguir com espírito de enfrentamento e resistência, lutando por uma sociedade mais justa e igualitária. Durante a noite os empreendimentos da Rede Ideia tiveram espaço para socializar suas experiências após a janta no seminário São José, local onde estávamos hospedados.
Espaços como o de Santa Maria nos ajuda a ver o quanto somos fortes com coragem e capacidade de organizar um outro modelo de produção, capaz de superar as relações excludentes do capitalismo. Enquanto políticos e economistas buscam a as formas mais difíceis e complexas de explicar como conseguem gerar tantas desigualdades entre os povos, a Economia Solidária se apresenta na sua forma mais humana respeitando o ser humano e o meio ambiente.
Neste ano, foi observado pelos empreendimentos da Rede Ideia a presença significativa de imigrantes na feira e a falta de políticas públicas inclusiva ao povo refugiado, sendo a FEICOOP um espaço de acolhida, mesmo com divergências na proposta de organização para o trabalho.

Queremos agradecer aos organizadores do evento Projeto Esperança/Cooesperança. Continuamos na luta, dispostos a construir uma sociedade justa e solidária!



11 de julho de 2016

No dia 6 julho de 2016 foi realizado a primeira edição do Sarau “Capoeira com Direitos”, no Centro de Referência em Direitos Humanos – AVESOL. Por meio do Programa de Voluntariado da AVESOL, o Contramestre Marcelo, do Olùfé Capoeira, realiza aulas gratuitas de capoeira todas as quartas-feiras no CRDH. O projeto prevê atividade cultural, uma vez ao mês, mostrando que capoeira é expressão de resistência e luta de Direitos Humanos. Com a temática “Julina”, o Sarau envolveu as crianças e seus pais e mães, Irmãos Maristas e Postulantes, acolhendo com uma deliciosa comida típica: arroz de leite, bolo de milho, pipoca, bolo de chocolate, salgados, pinhão, quentão e sagu.
Algumas expressões culturais marcaram o Sarau, desenvolvendo questões relacionadas ao racismo, à igualdade racial e a cultura afro-brasileira. Os grupos de Capoeira têm um importante trabalho enquanto educadores para educação racial e resistência de lutas. Com uma roda de capoeira, todos puderam interagir entre si e aprender um pouco mais das tradições africanas. Na ocasião, o Mestre do Grupo Olùfé, Bolivar, se fez presente, bem como o Contramestre Marcelo. Também estiveram presentes os grupos de Capoeira Áfricanamente, Aruanda e o Coletivo Roda de Mandiga.
Dentre as atividades culturais, a educadora Rosimara Borges, e o ator, diretor de teatro e educador social Everson Silva, apresentaram contação de histórias e interpretação de provérbios, respectivamente, ligados as questões de aceitação das diferenças raciais e a histórias africanas. Tivemos apresentação do Berimbau Roots do Sacramento do grupo Áfricanamente e o poema autoral recitado por Mariana Fagundes que expressa um pouco do sentimento do Sarau:

“Eu vim da África
Eu vim com raça
com cor
com princípios
Sou negra
com cores que vazam
que urgem  por entre meu
cabelos, brincos, pulseiras, miçangas
Trago a realeza em mim
origens de um guerreiro
de guerreiras ancestrais

Se trago no peito ainda
angústias dor e solidão
Carrego na mente toda a
Compreensão de um povo africano
África na mente e no coração
Capoeira que liga
Capoeira que volta
Capoeira que é religião
Revolta une desune
Eu jogo com a África
Eu sou África
Capoeira negro negra
homem mulher”
(Mariana Fagundes – Grupo Áfricanamente de Capoeira Angola)
  
O Centro de Referência em Direitos Humanos tem como um de seus principais pilares a promoção dos direitos humanos, da igualdade racial e o combate ao racismo e os preconceitos. É muito importante, para construir uma sociedade justa e igualitária, construir ambientes onde todas e todos possam ser aceitos independente de sua cor de pele e de sua origem social.
Acreditamos que isso é possível por meio da manutenção das tradições afro-brasileiras e enaltecimento das africanidades presentes em nosso dia-a-dia. Este trabalho é um trabalho minucioso e que exige esforços grandes de comunicação com todas as idades, e a educação infantil é uma forte aliada para a formação de cidadãos conscientes sobre o passado de escravidão do país e as dificuldades que a sociedade e os negros e negras sofrem hoje em dia.






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