5 de junho de 2015

Infelizmente, Porto Alegre foi palco de mais um triste assassinato ocorrido na madrugada do último dia 4. O crime por si só já merece repúdio e investigação atenta das autoridades. Segundo a imprensa, porém, paira uma suspeita de crime de ódio. Crime de ódio contra uma transexual.
Curiosamente, o crime ocorre em meio a um boicote promovido por setores obscurantistas contra uma campanha publicitária onde pessoas do mesmo sexo trocam presentes no dia dos namorados. Boicote que tem apenas uma tônica, o preconceito.
O ódio por si é um sentimento que revela muito mais sobre quem odeia, do que sobre aquele que é odiado. Quanto de discursos, e até mesmo piadas, carregados de preconceito, que mesmo que pareçam inofensivos como na polêmica referida, ajudam a alimentar o ódio?
O ódio resulta em violência pelos mais variados motivos. Todavia, quando o ódio se junta ao preconceito e a intolerância e a comunidade responde com indiferença a essa junção ignominiosa, acaba dizendo mais sobre a coletividade do que sobre quem comete o crime de ódio. A história é pródiga em demonstrar que a banalização do mal leva a atos de barbárie. Confirmado mais um assassinato por crime de transfobia, deve-se ligar não apenas um alerta para a impunidade, deve-se, sobretudo, ligar-se um alerta para todos nós, sem exceção.


Mais notícias em http://correiodopovo.com.br/Noticias/558206/Policia-investiga-suspeita-de-homofobia-em-assassinato-na-Capital.





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