1 de maio de 2014

A atuação da AVESOL está baseada em 3 pilares institucionais que permeiam a luta cotidiana na busca pela justiça social:  Economia Solidária,  Trabalho Voluntário e Projetos Sociais. Por isso, neste 1º de maio a AVESOL propõe um momento de reflexão sobre o trabalhador, “fonte” motivadora das ações.

Na Economia Solidária ressaltamos as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras do artesanato, de confecção, dos galpões de reciclagem, da alimentação, dos agricultores familiares e das cooperativas de prestação de serviço pela certificação dos empreendimentos, pela garantia de espaços de comercialização, pelo reconhecimento dos empreendimentos solidários, por crédito e finanças solidárias, por legislação e integração de políticas públicas. Bem como, pelo fortalecimento dos fóruns constituídos como espaços democráticos de debate e construção de propostas.

No Voluntariado destacamos todos aqueles que doam seu tempo e sua força de trabalho de forma solidária buscando a transformação social e a assumindo para si a responsabilidade junto a organizações sociais e comunidades em situação de vulnerabilidade.

Para a garantia de direitos, devemos refletir sobre o histórico de exclusão sofrido em nosso país. O período em que não nos foi permitido a democracia participativa, faz com que se reproduza práticas cotidianas de autoritarismo.

 Como se rompe com esses processos? Devemos desenvolver estratégias que nos façam romper com a lógica imposta. Através do diálogo em espaços de formação, fóruns, conselhos construídos coletivamente. As Políticas Públicas não são garantidoras de direitos e devemos avançar nas instâncias de controle social. Quem são os beneficiários das políticas sociais? Que benefícios trazem para a qualidade de vida dos trabalhadores/as? A universalização dos direitos é considerada?

Ressaltamos, que os trabalhadores/as e educadores sociais buscam reconhecimento  enquanto  categoria. Nossa luta é por espaços de formação popular, garantias e defesa de direitos e melhores condições de trabalho, reconhecimento e inserção no mundo do trabalho, priorização das relações em detrimento do capital e a  constante luta por captação de  recursos e melhoria no percentual de convênios com a governança a fim de garantir que parcelas populares tenham um mínimo de atendimento. 

Lembremos de nossos jovens trabalhadores/as com sua diária exclusão ao mundo do trabalho e o direito ao primeiro emprego negado pela discriminação sofrida por serem oriundos de classes populares.

Gritemos bem alto: o 1º de maio não é um dia de festas, mas um dia de lutas! É um dia em que todos os trabalhadores e trabalhadoras apontam que esta classe é quem produz a riqueza! Lutemos por viver em um mundo onde nossas expectativas de trabalho e vida, se correspondam. Um mundo que não seja entremeado por guerras, pelo desemprego, pela insegurança. Onde se possa viver em paz, sem a propriedade privada dos meios de produção, sem a opressão e a brutalidade do sistema capitalista que vivemos.

Este dia é um símbolo da luta da classe trabalhadora pela abolição da exploração do homem pelo homem, é um dia que nos convida a empunhar com mais força a bandeira pela unidade de nossa classe, e pela refundição dos movimentos dos trabalhadores com os movimentos populares, para criar condições de um contra-ataque que possa dar fim a situação atual.

É o dia que reafirmamos nossa decisão de seguir lutando nas batalhas do presente e do futuro, de seguir até a vitória final.



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