4 de setembro de 2012

    Carta ao Povo Gaúcho

Há 14 anos vem sendo realizada em Porto Alegre a Feira Estadual de Economia Popular Solidária organizada por entidades de apoio, empreendimentos solidários e fóruns de economia solidária, desde 2005 no Largo Glênio Peres em Porto Alegre. As feiras da economia solidária contam com oficinas de artesanato, segurança alimentar e formação, abordando temas como: a valorização do ser humano, o cuidado com o meio ambiente, sustentabilidade econômica, envolvendo diretamente 100 empreendimentos. Os empreendimentos se desafiam e passam a orientar as suas relações de trabalho e de convivência por relações de solidariedade e de cooperação, de respeito pela diversidade e pela pluralidade das diferentes formas de organização social e econômica. Os grupos e empreendimentos que nas suas atividades de produção, comercialização e consumo se orientam por princípios e objetivos de solidariedade, de cooperação, respeito e preservação dos recursos naturais passam a experimentar e afirmar que é possível organizar e relacionar-se econômica e socialmente baseado em princípios democráticos, autogestionários e solidários.
Desde o ano de 2009, na realização da X edição da Feira Estadual a Prefeitura de Porto Alegre, responsável por este espaço público, vem dificultando em todos os níveis a realização da Feira Estadual. Em um primeiro momento alegaram que em função da reforma no Mercado Público e no Largo Glênio Peres não seria permitido realizar atividade nenhuma no local. No entanto outros eventos de cunho comercial, promoção, festividades foram realizados, deixando transparecer falta de entendimento dos órgãos públicos sobre a importância da Economia Solidária para um desenvolvimento econômico sustentável.
Desde os fatos ocorridos o Movimento de Economia Solidária, vem realizando mobilizações, tentativas de diálogo com a Prefeitura de Porto Alegre. No dia 19 de dezembro de 2011, a Câmara Municipal da Capital aprovou às pressas uma emenda dos vereadores Bernardino Vendruscolo (PSD) e Nelcir Tessaro (PSD) que exclui a Feira Estadual de Economia Solidária do Largo Glênio Peres. No dia 15 de maio de 2012, o movimento de economia solidária juntamente com demais movimentos sociais entregou um abaixo assinado ao Procurador Geral do Estado, afirmando a inconstitucionalidade da lei. O movimento de economia solidária está sem espaço para realização das Feiras Municipal de Economia Solidária de Porto Alegre e da Feira Estadual de Economia Solidária.
Durante o processo de articulação e mobilização, o movimento teve o apoio da SESAMPE\DIFESOL, Secretaria da Economia Solidária e apoio a Micro e Pequenas Empresas, buscando um dialogo institucional com o Governo Municipal.
Entre as tratativas de dialogo com o governo Fortunati, fomos recebidos no dia 12  de julho de 2012, nessa agenda o executivo nos apresentou uma proposta: de buscarmos as lideranças das bancadas na Câmara Municipal de Vereadores, e se conseguíssemos o total de 23 assinaturas, liberando o executivo para a realização da Feira, mesmo não estando na Lei a feira aconteceria, essa era a proposta política do prefeito para a comissão e para o movimento. A comissão se mobilizou, foi a campo, buscamos as 23




 Carta ao Povo Gaúcha – distribuída durante mobilização do Movimento de economia solidária, reivindicando o espaço do Largo Glênio Peres – 2012.





assinaturas com os\as vereadores\as, pontuando os apoios que tivemos durante a busca de assinaturas, contamos com o apoio da Vereadora Sofia Cavedon( PT), vereadora Maria Celeste(PT), Vereadora Fernanda e vereador Pedro Ruas( PSOL).
A AVESOL se fez presente nessa busca das assinaturas, com um olhar para o todo da economia solidária, que é isso que se espera minimamente das entidades de apoio e fomento. Com as 23 assinaturas em mãos, começamos a busca de uma nova agenda com o executivo municipal para então entrega-las  ao prefeito e buscar o compromisso político assumido na primeira reunião.
No dia 01\09\12, estivemos mais uma vez em reunião, onde as assinaturas dos 23 vereadores\as liberariam o executivo para a realização da feira, com isso o prefeito nos informou da liberação do espaço do Glênio Peres para a realização da 14ª Feira Estadual de Economia Popular Solidária, a comissão e toda a EPS do Rio Grande do Sul esta mais uma vez com o compromisso de realizar mais uma grande feira, com seus diferenciais, com a proposta de outra economia é sim possível e esta, esta acontecendo a cada dia, com cada um e cada uma...

Uma Outra Economia é Possível!




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