6 de janeiro de 2017

Depoimento da voluntária Filomena V. de Almeida (Psicóloga/Voluntária):
          
       
           Há muito tempo atrás escutei uma frase que dizia: "Nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas" (Cora Coralina). E, realmente nada na vida tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas; se não tivermos a chance de demonstrar amor e ajuda ao próximo.
Aprendi desde criança que se quisermos contribuir para formação de uma sociedade melhor onde pessoas que precisam e esperam por essa ajuda, é essencial doar-se para o outro. A verdade é que estando em contato com pessoas que precisam, estaremos devolvendo ao “Deus” de cada um de nós, as experiências de vida e discernimentos que “Ele” nos permitiu.
Sou psicóloga, concluí minha graduação em fevereiro/2016 e desde a minha infância convivo com familiares idosos, daí minha escolha em atuar com este público alvo.
Durante minha graduação, eu tinha em meta no trabalho voluntário uma oportunidade de colocar em prática uma série de habilidades que já possuía, mas também de aprender mais, fazendo algo que se encaixava muito bem com os meus valores. Uma característica do voluntariado é estar envolvido com algo que você realmente escolheu fazer e que se identifica, e não por obrigação ou necessidade. O importante é encontrar algo que te completa e que te dá a sensação de que realmente está fazendo a diferença, para você e para o próximo no local onde você está atuando. E, isso só foi possível, após minha graduação, quando pesquisando na internet encontrei o site da AVESOL, mantive contato e agendei uma entrevista com o Coordenador do Voluntariado, Sr. Gilmar Pauli o qual sou grata pela oportunidade de ser voluntária pela primeira vez. O que sinto ao fazer um trabalho voluntário não é possível inserir em linhas, só se doando para saber como é bom e gratificante, pois quando você entra nesse “caminho” se surpreende com a quantidade de coisas boas que recebe. Ainda que você entre pensando em apenas se doar, acabamos por receber mais do que doamos.
Existe uma frase que adoro e me propicia sentir útil até nas pequenas atitudes cotidianas: “Ninguém é tão rico que não precisa de ajuda, nem tão pobre que não possa ajudar. ”Sim, precisamos uns dos outros!”
Sou voluntária desde outubro/2016 na Associação de Assistência Social dos Amigos de Santo Antônio (Porto Alegre), um pensionato onde residem 40 idosas. As residentes são muito especiais, mas carentes de atenção e aí que entra o meu trabalho com um projeto de intervenção “Oficinas estimulando a convivência entre idosas” com foco na interação social e de um olhar para si”. Não consigo expressar tantos sentimentos que elas me proporcionam em palavras, vale a pena ser uma voluntária, pois recebo muito mais do que dôo à elas e é esta minha motivação: Fazer o bem ao próximo, resgatar alegria em quem já a esqueceu, dar amor a quem precisa, criar, inovar, devolver a importância de sentir-se útil novamente. É este sentimento que eu gostaria que contagiasse as pessoas. Gostaria que todos soubessem como é louvável fazer parte disso.
 Todas as 5as. f vou lá, a cada despedida recebo das idosas um beijo, um  abraço e um “muito obrigado por fazer por nós”; saio com o coração marcado pelo dever cumprido! Serei eternamente grata por cada experiência que me é proporcionada neste lugar.
 Sou voluntária com muita dedicação e comprometimento!

Então, deixo aqui minha mensagem,
O voluntariado faz-nos rever conceitos, despertar sensibilidades, doa energia, tempo e talento, mas ganha muitas coisas em troca: contato humano, convivência, amadurecimento. É experiência espontânea, prazerosa e gratificante, permite-nos estar atentos à coisas que nos passavam batido e que nos fazem enriquecer como pessoa. Deveremos descobrir aquilo que temos de mais mágico em nós e que nos motivou a sermos voluntários, o dom de doar amor, atenção e carinho. Usaremos os recursos que temos em nós: nossas mãos, nossos olhares, nossa palavra e nossa vontade. Ser um voluntário é ser um voluntário de enorme comprometimento para si mesmo, porque a vontade de servir não impõe limites, será você mesmo com a quem te doas, mas posso afirmar que a felicidade é proporcionalmente gratificante. Logo, busquem o bem, um sorriso, um abraço, enxugar uma lágrima... Façam sem olhar para traz, sem querer em troca, façam por vocês, pois quem ganha são vocês. Sendo voluntários em uma ONG, ou não, busquem ajudar o próximo, praticar a caridade. Qualquer gesto de amor e carinho, qualquer sorriso pode mudar o dia de alguém, aumentar sua autoestima, enfim sua vida. Gentilezas geram gentilezas, façam a diferença para um mundo melhor e, nunca se esqueçam dos seguintes valores: amor, amizade, carinho, olho no olho, respeito, sinceridade e solidariedade. Façam de coração aberto, sempre!!! Filomena/Psicóloga/Voluntária.





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