29 de abril de 2015







Dessa vez não foi em Copenhagen nem em Genebra muito menos tínhamos chefes de estado hospedados em hotéis de luxo reafirmando suas incapacidades de resolver os problemas ambientais gerados pelo capitalismo.
O que tivemos foi à presença de mulheres e homens comprometidos com a luta ambiental que durante anos de suas vidas vem trabalhando no recolhimento e na classificação de resíduos sólidos, garantindo o sustento de suas famílias e contribuindo com a redução dos danos ambientais gerados por grandes indústrias.
O encontro aconteceu nos dias 23 e 24 de abril e contou com a presença de UT’s de Porto Alegre, Região Metropolitana e interior do estado que tem como referencia as lutas e bandeiras do MNCR – Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. Também tivemos a presença de entidades de apoio e fomento a Economia Solidária FLD, Incubadora Social da PUC, Lefan e do Diretor de Economia Solidaria de Torres o Sr. Luiz Teixeira e do empreendimento solidário Vivá Moara.
A mais de vinte anos os catadores vêm lutando para garantir sua inclusão no processo produtivo da reciclagem, existem iniciativas por parte do governo federal de constituir uma serie de medidas prevendo a inclusão do catador nessa cadeia produtiva através da PNRS, porem o que observamos é o distanciamento dessas ações na pratica.
As Unidades de Triagem continuam sucateadas sem estrutura ou investimento que possibilite ampliar o volume triado de materiais reciclável, não existem centros de beneficiamento de resíduos administrados por catadores o que possibilitaria aumentar seus ganhos. Também percebemos o abismo que existe quando o assunto é direito trabalhista e condições básicas de trabalho.
O encontro possibilitou ampliar o debate sobre Gestão Solidária como estratégia de desenvolvimento em Rede para comercialização e prestação de serviço. Também contamos com a presença da Sra. Maria José – Coordenadora do Programa de Educação Previdenciária do INSS e da assistente social Sra. Rosana Vollmer de Melo que contribuiu sobre as garantias legais estabelecidas pelo trabalho cooperado.
Estamos à véspera do 1° de Maio nos da AVESOL queremos colocar como símbolo de tudo que ainda é necessário fazer pela classe trabalhadora no Brasil os “catadores” que durante muito tempo foram esquecidos pelo estado. Queremos reafirmar que fizemos parte dos muitos que acredita no processo de organização e luta dos catadores de materiais recicláveis, que nossos esforços e identificação é ao lado dos que necessitam garantir seus direitos
Um 1° de Maio honrado a tod@s os trabalhadores do Brasil.
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